Economia

CRISE CAPITALISTA

Pesquisa revela que cortes de direitos durante a pandemia não irão manter os empregos

Mesmo que 90% das empresas de alimentação, alojamento e transporte rodoviário tenham acessado os programas de Bolsonaro de retirada de direitos e salários para a manutenção dos empregos, uma em cada quarto empresas do setor de serviços irá demitir ou fechar revela pesquisa da FGV.

sexta-feira 18 de setembro| Edição do dia

Foto: Luciano Belford

No transporte rodoviário 37% dos empresários afirmaram que irão demitir, nos serviços de alojamento 34%, e 39% nos serviços de alimentação. No total de empresas do setor de serviços, que acessou algum programa do governo para a manutenção dos empregos, 55% afirma que irá fechar ou não conseguirá assumir a folha de pagamento dos trabalhadores. No setor industrial de bens duráveis 31,7% dos empresários, que reduziram jornadas e salários e suspenderam contratos amparados por Bolsonaro, responderam que irão demitir, nas montadoras de veículos, por exemplo, são 27%.

A pesquisa realizada pela FGV revelou também que a segunda medida mais adotada pelas empresas depois da redução de salário e jornada foi o adiamento no pagamento de impostos, foram 36% das empresas. Isso mostra como a MP 936 conhecida como MP da morte de Bolsonaro e Guedes está a serviço de beneficiar os empresários muito antes do que defender o emprego. É preciso organizar desde cada sindicato, cada local de trabalho uma enorme luta pela proibição das demissões durante a pandemia, bem como exigir de cada empresário que for demitir ou fechar as portas que abra o livro de contabilidade da empresa.

Todas as empresas que insistam em demitir, ou que fechem suas portas devem ser entregues nas mãos dos próprios trabalhadores, que sabem como ninguém o que é necessário para manter os serviços. Sem as abusivas margens de lucro dos empresários, os trabalhadores, organizados e à frente do controle dessas empresas, podem oferecer serviços mais baratos e de maior qualidade, colocando o transporte, os serviços de alojamentos e alimentação bem como as indústrias à serviço de combater a pandemia inclusive, mantendo uma divisão das horas de trabalho entre todos os empregados e desempregados sem redução salarial. As grandes centrais sindicais (CUT, CTB etc) precisam romper sua trégua com o governo Bolsonaro e defender um programa como esse de real defesa do emprego organizando os trabalhadores para que sejam os capitalistas que paguem pela crise.




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