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Penas voando em convenção do tucanato paulista, Serra enfraquecido

Depois de primária marcada por divisões entre o tucanato, as disputas aumentam na reta final da convenção tucanas que acontecerá neste domingo, dia 24. Meses atrás Matarazzo apoiado por Serra trocou farpas e acusações de fraude com o vitorioso Dória, apoiado por Alckmin. Todo tucanato nacional está se metendo na briga, que não parece caminhar a um desfecho fácil numa batalha de Serra e Alckmin em preparação aos interesses de ambos em 2018.

quarta-feira 20 de julho de 2016| Edição do dia

Em entrevista no dia de hoje ao portal UOL o empresário Dória atacou o vereador Andrea Matarazzo, ex-adversário nas prévias do PSDB que migrou para o PSD para disputar as eleições a prefeito. Matarazzo acusou Doria de abuso de poder econômico na pré-campanha. "Vindo de um Matarazzo, com uma tradição de milionários e bilionários, é no mínimo divertido. Primeiro precisa ver se ele vai ser candidato. Ele está sonhando bastante e está tão solitário que está comprando bilhete único", disse Doria, sem revelar quanto vai gastar na campanha eleitoral.

O pré-candidato tucano negou ainda o loteamento do governo estadual por Alckmin para abrigar partidos que o apoiem durante a campanha a prefeito, considerou as coligações como legítimas e ainda avaliou que terá o apoio de todas as lideranças tucanas, exceto do ex-governador Alberto Goldman, seu desafeto.
Nenhuma das duas afirmações parece ser verdadeira. Está amplamente divulgada o loteamento de cargos que Alckmin está fazendo e eminentes tucanos como os senadores José Aníbal e Serra já anunciaram que não irão à convenção. José Aníbal inclusive entrou com ação no TRE para anular a nomeação de Dória. O candidato apoiado pelo sombrio tucano Aloysio Nunes desistiu da contenda e já aceitou ser vice de Dória. Bruno Covas, neto do ex-governador procura seu lugar ao sol. E Aécio, que vinha mantendo-se distante na troca de bicadas no tucanato paulistano hoje gravou vídeo em apoio a Dória.

Dos três grandes príncipes do tucanato paulista dois (Aloysio e Alckmin) tomaram o lado de Dória, enquanto Serra se mantém com Matarazzo. FHC não se pronunciou. Mas o apoio de Aécio parece mostrar que o pêndulo está desfavorável a Serra. Seu jogo para 2018 está se enfraquecendo. Ao menos do ponto de vista da base de apoio paulista. Mas há muitos jogos de poder além desta batalha paulistana, há outros que envolvem o judiciário e os próprios rumos do governo Temer. A batalha paulistana está mostrando a correlação de força local mas ainda há muita água a rolar debaixo do ponte, e cada batalha eleitoral de hoje está sendo encarada como preparatória a batalhas maiores em meio a grande crise política e de representatividade e que cada político burguês corre para aproveitar sua oportunidade, aumentando o choque de uns e outros, até mesmo no tucanato paulista.

Com informações da agência Estado




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