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Reforma Trabalhista | Paulinho da Força entra na campanha de Lula e diz para "esquecer essa história de revogar a reforma trabalhista"

Em declaração durante evento, em Sâo Paulo, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade), reconhecido inimigo dos trabalhadores, ao apoiar a candidatura de Lula disse para "esquecer essa história de revogar a reforma trabalhista". Deixa clara sua intenção de apoiar Lula e esse ataques que precariza a vida dos trabalhadores.

quarta-feira 4 de maio | Edição do dia

Continuando sua declaração asquerosa, Paulinho diz:

"Você ganha a eleição e, até abril do ano que vem, nós resolvemos a questão dos trabalhadores do nosso Brasil [...] Revisar eu sou a favor. O que eu disse ao Lula é que ele ganha a eleiçãos e nós resolvemos essa questão da reforma trabalhista em dois meses na Câmara [...] É só revisar alguns pontos, especialmente para que os sindicatos possam ter liberdade de negociação."

Assim, Paulinho da Força deixa claro que tem interesse em revogar apenas os pontos que atendem as necessidades de seus aliados burocratas, que seguem parasitando sindicatos e negociando o futuro dos trabalhadores.

Lula, quando se refere à reforma trabalhista, faz um jogo duplo: ora fala que irá revogar, ora que irá rever alguns pontos. Em evento com sindicalistas deixou claro que pretende rever três pontos de reforma: o trabalho intermitente, os direitos para entregadores e motoristas de aplicativo e o financiamento dos sindicatos. Entretanto, deixa intacto o central do ataque que precariza o trabalho a serviço do lucro dos patrões fica, pois, em nas palavras de Lula, "não podemos voltar para como era antes".

Veja também: Os efeitos da Reforma Trabalhista e o jogo duplo de Lula e Bolsonaro

A reforma trablhista é um ataque brutal aos trabalhadores do país, foi aprovada como parte do golpe institucional que colocou Temer no poder e é levada adiante hoje por Bolsonaro. Além disso, contaram com a ajuda da Força Sindical (do Paulinho), também da CUT e do PT, para traírem os trabalhadores e negociarem com o governo a aprovação da reforma em troca de migalhas aos burocratas.

A falsa propaganda feita na época era que a reforma geraria muitos empregos, porém o que já era claro e hoje se confirma é que apenas ampliou a precarização e agravou a situação de miséria dos trabalhadores. Os patrões foram os únicos beneficiados com esse ataque aos direitos trabalhistas, que seguem lucrando com o aumento de trabalhadores de aplicativos, com a terceirização, contratos temporários, intermitentes e informais.

A aliança entre Lula e Alckmin, contando com o apoio de burocratas traidores, como o Paulinho da Força, caminha no sentido oposto de revogar a reforma trabalhista, pois Lula trabalha arduamente para manter a obra do golpe. É necessário revogar integralmente a reforma trabalhista. Para isso, não podemos semear ilusões nessa aliança com inimigos históricos dos trabalhadores, como faz o PSOL ao integrar a campanha de Lula.

O caminho para barrar a reforma trabalhistas, as demais reformas e reverter as privatizações é pela luta de classes, apostando na força dos trabalhadores. Levantando uma política de independência de classe, se apoiando nos conflitos em curso, como a luta dos operários da CSN, em Volta Redonda, há mais de um mês em luta por seus direitos.




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