Juventude

CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E A INTERVENÇÃO FEDERAL

Paralisar as universidades e escolas contra reforma da previdência e a intervenção federal no RJ

Desde a juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária estaremos presente na jornada de luta desse dia 19, e seguiremos batalhando para organizar a luta da juventude.

Odete Cristina

São Paulo

domingo 18 de fevereiro| Edição do dia

O Rio de Janeiro foi palco da maior demonstração de insatisfação popular contra o governo golpista de Temer e suas reformas neste carnaval, trazendo a simpatia de todos que se sentem desgostosos com a agenda do golpe com sua retirada de direitos e a arbitrariedade seletiva dos poderes públicos. Temer para responder esta provocação decidiu jogar uma cortina de fumaça que garante "plenos poderes" a nada menos que um General, aumentado a repressão e abrindo precedentes históricos. Age assim para desviar atenção da agenda do golpe que mira a nossa aposentadoria antes que comece a disputa presidencial, para não manchar os candidatos patronais que anseiam por esta reforma, sem precisar sujar as mãos.

A juventude negra é a que mais sofre com o projeto de "segurança pública" do Rio de Janeiro. São assassinados milhares de jovens dos morros da Maré, Rocinha e da Salgueiro. A cada 10 jovens mortos pela polícia no estado, 9 são negros. O projeto das Unidade de Polícia Pacificadora é tão racista que deixou o pedreiro Amarildo como um grito de 2013 contra as instituições repressivas do Estado. Até mesmo o próprio general disse que o se trata de “Muita mídia”, escancarando a mentira por trás deste decreto absurdo.

Ainda assim, é inegável que o Rio de Janeiro vem sendo um laboratório de diversos ataques capitalistas, seja a ofensiva da Reforma Trabalhista nas universidades privadas como a Estácio, a privatização da CEDAE e o profundo endividamento do Estado para garantir o pagamento dos banqueiros e empresários com a dívida pública. Isto só poderia gerar mais desigualdade social e mais miséria para a classe trabalhadora e o povo preto e pobre. Nesta caótica situação fruto do capitalismo, para ignorar todas as contradições dessa sociedade de exploração e opressão é que se cria toda uma campanha de "guerra as drogas" para justificar a ofensiva sob os morros cariocas. Nós não compactuamos com as organizações criminosas que atuam na favela para garantir seus próprios interesses e impõem a juventude negra a criminalidade como ilusão de única forma de ascender socialmente. E sabemos que é hipocrisia querer responder este problema com uma das instituições mais corruptas e que assassina em série a juventude negra, as pessoas trans e reprime nossas lutas.

Amanhã em todo o país estaremos nos cortes de avenidas, nas paralisações de escolas e de diversas categorias ao lado dos trabalhadores contra a reforma da previdência, pelo direito do povo decidir em quem votar e pela retirada das tropas racistas do RJ. Precisamos que todo movimento estudantil e de trabalhadores organize a luta contra o governo golpista do Temer. No entanto é preciso dizer que a direção majoritária da UNE que está a frente de diversas entidades pelo país, assim como deixou o golpe institucional e a reforma trabalhista passar sem qualquer combate, novamente não estão preparando nas escolas e universidades nenhuma ação para mostrar a força dos estudantes no dia nacional de lutas. Enquanto até mesmo o burocratizado Sindicato dos Metalúrgicos do ABC já anunciou que incluiria a luta pela retirada das tropas do Rio de Janeiro em suas paralisações, a UNE sequer fala sobre a intervenção federal no seu site.

A Oposição de esquerda que marchará nos atos convocados em todo o país precisa colocar sua energia numa grande campanha de exigência para que as entidades estudantis organizem os estudantes para prepararmos um grande plano de luta para o inicio do semestre. Batalha que viemos dando em diversos lugares, por meio da campanha pela Greve Geral contra a reforma da previdência e pelo direito de decidir em quem votar. Na Faculdade de Educação da USP, nós junto a estudantes independentes exigimos que o Centro Acadêmico Professor Paulo Freire (CAPPF) prepara-se junto aos estudantes, a luta contra estes ataques.

Não podemos deixar que Temer, Maia e seus comparsas matem o presente e impeçam a juventude de construir o futuro. Somente com a legalização de todas as drogas poderemos dar fim a essa guerra contra a juventude pobre e negra, que a polícia e o Estado tentam nos impor todos os dias. Nossa luta também é para impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, onde batalharemos por um programa que possa dar uma verdadeira saída aos trabalhadores e a juventude em relação a violência, que é inerente ao sistema capitalista, legalizando todas as drogas, acabando com a violência policial e a impunidade.

Chamamos a todos os jovens trabalhadores, secundaristas e universitários que acompanham o Esquerda Diário e se indignam com a continuidade do golpe institucional que vem se expressando tanto na arbitrariedade do Judiciário em sequestrar o direito do povo decidir em quem votar assim como com a entrada dos militares no Rio de Janeiro com seus "super poderes" para reprimir ainda mais a juventude negra das periferias e prevenir qualquer luta dos trabalhadores e jovens que possa apontar para um futuro que ataque os capitalistas, em defesa dos nossos direitos.




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