Mundo Operário

Para salvar os seus lucros, LATAM deixa milhares de famílias nas ruas

Em meio a pandemia, empresa que lucrou aproximadamente 1 bilhão de reais no ano passado, descarrega os impactos da pandemia no setor, demitindo milhares de funcionários e, respectivamente, atingindo milhares de famílias.

domingo 19 de julho| Edição do dia

Vemos a cada dia, situações absurdas que atingem os trabalhadores das piores formas possíveis, conforme essa crise sanitária se alastra, sobretudo no Brasil. Milhões de trabalhadores saem às ruas sem nenhuma garantia de que terão o seu emprego garantido no dia seguinte, com seus salários se reduzindo a cada ajuste anunciado por Bolsonaro ou pelos governos estaduais ou municipais. E sem nenhuma garantia de equipamentos de proteção individual ou testes para que se pudesse organizar políticas públicas mais racionais. Pelo contrário, o que nos deparamos é um cenário de recordes de mortos ou infectados pelo coronavírus, opressões em vários sentidos explodindo a cada dia e uma exploração cada vez cruel sendo reproduzida massivamente!

A empresa LATAM chegou a anunciar cerca de 4700 demissões, entre aeronautas e aeroviários no país, e com isso, milhares de famílias serão condenadas, enquanto a empresa busca auxílios bilionários em diversos países onde realiza operações. Não obstante, todos os seus funcionários também vem sendo atingidos com diversos ataques, muitos que tiveram respaldo pelas próprias MPs 927 e 936. Enquanto isso, essas famílias se impactarão profundamente com essa perda de renda e sequer podem contar com um amparo concreto do Estado, diferentemente da LATAM ou tantas outras que correm atrás de empréstimos do mesmo.

Trata-se de mais um episódio que esclaresce a serviço do que estão as leis, o governo e o Estado, e para que esse jogo vire, é necessária uma resposta que só a classe trabalhadora poderá cumprir. Em defesa de nenhuma demissão desses trabalhadores, ou nenhuma redução de salário ou perda de direitos. Em defesa da liberação de todos os trabalhadores que são grupo de risco, sem nenhuma perda de direitos ou redução de salários e para que todos os desempregados tenham uma renda mínima de 2000 reais. Isso tudo é absolutamente justo, frente a tragédia que vem sendo imposta aos trabalhadores e para que isso seja concretizado, é necessário que os trabalhadores consigam se organizar não só, exigindo que seus sindicatos fomentem um plano de lutas frente a isso, mas também que outras tantas categorias se unem em meio a uma solidariedade de classe, para enfrentar qualquer ataque para qualquer trabalhador, implicando na necessidade para que as entidades que poderiam cumprir esse papel, mas não vem fazendo, como a CUT e CTB, rompam com sua paralisia e impulsionem uma mobilização do conjunto da classe em defesa de seus direitos.

Sem a unidade desses trabalhadores, ou mesmo sem essa unidade abraçada com as demandas dos oprimidos, que vem se destacando pelo fenômeno do “Black Lives Matter”, não poderemos avançar. Diferentemente dessas direções que acreditam que esses empresários ou seus representantes partidários podem trazer alguma alternativa, frente aos abusos e ataques de Bolsonaro, nós do Esquerda Diário, demonstramos a nossa total confiança na força dos trabalhadores e dos setores oprimidos para dar uma solução definitiva a essa crise e chamamos a Esquerda para que apoie e impulsione suas mobilizações




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