Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Para comprar voto da bancada evangélica na reforma, Bolsonaro dá milhões para igrejas

quarta-feira 10 de julho| Edição do dia

Para garantir apoio dos parlamentares da bancada evangélica, Bolsonaro reduz obrigações fiscais de igrejas. A dívida das entidades religiosas com a Receita Federal passa de 453 milhões de reais atualmente.

A bancada evangélica compôs grande parte da base de eleitores que ajudou o pesselista a se eleger em 2018. No entanto, nesses seis primeiros meses de mandato, o presidente não "agradou" muito esse setor no congresso.

O presidente que foi eleito com o discurso anticorrupção, essa semana tem dado grandes exemplo de barganhas para garantir a votação da Reforma da Previdência. Ainda que ele negue que a redução de obrigações fiscais para as igrejas e seja uma barganha, é escandaloso e inegável que suas práticas são as mesmas de presidentes que o antecederam e que ele chama de "a velha política". As dívidas das igrejas com a Receita Federal chegam 453,3 milhões de reais atualmente. Destes, R$ 12,5 milhões são multas por descumprimento das “obrigações acessórias”, que seriam o montante perdoado pelo governo para "azeitar" seu apoio à reforma. Outras medidas a serem adotadas são p fim da obrigação de igrejas menores de se inscreverem no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), já editada pela Receita; e a elevação (de 1,2 milhão para 4,8 milhões de reais) do piso de arrecadação para que uma igreja seja obrigada a informar suas movimentações financeiras diárias.

Essas medidas foram decididas em reunião do presidente com as presenças do deputado federal Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), aliado do pastor Silas Malafaia, Silas Câmara (PRB-AM), Marco Feliciano (Pode-SP) e Otoni de Paula (PSC-RJ). Bolsonaro deu um prazo de dois meses para o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, atender aos parlamentares que exigem o perdão das multas cobradas de entidades religiosas.

Essa Reforma quer fazer os trabalhadores trabalharem até morrer, para seguir pagando a dívida pública que abocanha 1 trilhão por ano do orçamento público. A mídia burguesa essa semana vem reforçando bastante o quanto é importante aprovar essa reforma, o que é uma mentira para seguir descarregando a crise dos capitalistas nas costas dos trabalhadores.




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