Gênero e sexualidade

FEMINISMO E MARXISMO

Pão e Rosas prepara grandes lançamentos de livros na UFMG e em Contagem

Diana Assunção, fundadora do Pão e Rosas Brasil, estará na Arena da Fafich-UFMG no dia 09/08 às 13 horas, lançando o livro Feminismo e Marxismo e na escola estadual Helena Guerra, em Contagem, no dia 10/08 às 18:30, lançando o livro Pão e Rosas: identidade de gênero e antagonismo de classe no capitalismo.

Tassia Arcenio

Contagem, Minas Gerais

terça-feira 8 de agosto| Edição do dia

O grupo de mulheres Pão e Rosas com Diana Assunção, fundadora do grupo no Brasil, estará na UFMG no dia 09/08 às 13 horas, lançando o livro Feminismo e Marxismo e na escola estadual Helena Guerra, em Contagem, no dia 10/08 às 18:30, lançando o livro Pão e Rosas: identidade de gênero e antagonismo de classe no capitalismo.

Além das publicações que trazem a questão da opressão de gênero ligada aos debates estratégicos do marxismo, o Pão e Rosas em Minas Gerais tem se organizado nos locais de estudo e de trabalho, lutando pelos direitos democráticos das mulheres e batalhando contra as reformas e o governo golpista, junto à juventude e os trabalhadores.

No 8 de março, fomos às ruas em Belo Horizonte, marcando nossa participação nesse dia histórico com o chamado de paralisação internacional, aonde milhões de mulheres se manifestaram em mais de cinquenta países. Nós do Pão e Rosas, tomamos as ruas para lutar pelo direito a nossos corpos, por nem uma a menos, para dizer que a vida das mulheres negras importam. Pelas imigrantes, contra o tráfico sexual de mulheres e pela efetivação de todas as terceirizadas já. Pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito. Por creches, restaurantes e lavanderias comunitárias, contra os assassinatos LGBT e pela livre identidade de gênero. Contra a reforma trabalhista e da previdência do governo golpista de Temer.

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Fomos parte das educadoras em greve em Contagem e da já histórica greve da educação da rede estadual de Minas Gerais, categoria que foi linha de frente no enfrentamento contra as reformas do governo golpista. Participamos de diversas aulas públicas e panfletagens de diálogo com a população. Com a força dessa greve, também fomos parte da grandiosa manifestação do dia 15 de março.

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Realizamos junto aos companheiros do Nossa Classe, Esquerda Diário, Faísca e MRT, um encontro no dia 8 de abril, em Contagem, que foi também organizado em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul para discutir qual greve geral é necessária para derrotar o governo golpista de Temer e as reformas da previdência e trabalhista. Dezenas de jovens e trabalhadores discutiram esse tema e se prepararam para a greve geral no dia 28 de abril.

No importante dia 28A, dia da greve geral, estivemos na porta da Vallourec e depois no ato em BH para dizer que as mulheres não vão pagar pela Reforma da Previdência e Trabalhista. Junto aos demais trabalhadores, defendemos que era preciso preparar um verdadeira greve geral até que Temer e os ataques caiam e com nossa força, impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, que questione os privilégios e altos salários, para que todo político ganhe como uma professora, para arrancarmos a igualdade salarial e a redução da jornada de trabalho.

Denunciamos que as mulheres já recebem três vezes menos que os homens, sofrem com maior índice de desemprego, ocupam os postos de trabalho mais precários. Além disso, as mulheres sofrem com a dupla jornada de trabalho, tendo que garantir o trabalho doméstico não remunerado e o cuidado com os filhos e que com a Reforma da Previdência, toda essa situação se agrava, pois a Reforma da Previdência quer igualar o tempo de contribuição de homens e mulheres para a aposentadoria.

Com a Reforma Trabalhista, as mulheres podem ser obrigadas a trabalharem 12 horas para além do trabalho doméstico. As grávidas e lactantes poderão trabalhar em locais insalubres. Com a terceirização irrestrita, as mulheres, sobretudo as negras, que já ocupam a maioria dos postos precarizados, se enfrentarão cada vez mais com apenas esses tipos de vagas.

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Estivemos em Brasília, no dia 24 de maio, junto a trabalhadores e jovens de Minas Gerais, fazendo uma grande manifestação contra o governo golpista e suas reformas e defendendo que fosse chamada uma nova greve geral, organizada a partir de comitês e assembleias de base.

No dia 3 de junho, quando ocorreu a Marcha Ni Una Menos na Argentina, nós do Pão e Rosas nos solidarizamos com o movimento das mulheres argentinas, e além de construir um grande bloco na marcha daquele país, enviamos nossas fotos também desde Minas Gerais, por nem uma a menos, contra o feminicídio e a violência machista, dizendo um basta para o capitalismo e as milhares de mortes que acontecem todos os anos apenas pelo fato de sermos mulheres.

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No dia 10 de junho, lançamos em Contagem nosso Manifesto Internacional e debatemos qual a estratégia para vencer e emancipar as mulheres. Confira abaixo os depoimentos de algumas presentes:

"Bela atividade com a força de estudantes e de professoras para construir a greve geral. Como disse na atividade, nós aprendemos que os políticos privilegiados e tradicionais, em grande parte homens, cis, brancos, que são os que fazem política. Basta ver os Mediolli, Kalil, Aécio, Perrella, Alex de Freitas. E nós estamos mostrando cada vez mais o contrário com as greves e lutas que amedrontam todos esses senhores. E além de fazer política nós vamos fazer história, tomando para as mãos da juventude e dos trabalhadores a tarefa de derrubar Temer e suas reformas e batalhar para impor pelas grandes centrais uma nova constituinte!" Flavia Valle, professora do Helena Guerra e dirigente do MRT.

"O lançamento do Manifesto Internacional do Pão & Rosas neste sábado trouxe discussões que me fizeram ter ainda mais certeza de que a luta das mulheres deve se unir à luta da classe trabalhadora contra todo tipo de opressão e exploração. Nesse momento a luta das mulheres é também contra Temer e todas as reformas do golpista, e é preciso pautar uma saída que não retroceda nem um passo (como as Diretas Já) e coloque as mulheres junto aos negros, indígenas e LGBTs trabalhadores para elaborarmos uma nova constituinte conquistada à força pelas greves gerais e que seja nossa. Nosso "empoderamento" não termina com a garantia de direitos democráticos dentro do estado capitalista, como o fim do feminicídio, o direito ao aborto seguro e gratuito e a igualdade salarial entre homens e mulheres. Exigimos esses direitos para JÁ, mas não vamos parar até que sejamos todas e todos emancipados de fato." Maria Eliza, estudante de Biologia da UFMG.

"Eu achei importante a roda de conversa sobre o manifesto porque esclareceu questionamentos que não são feitos só por nós, mas por todo mundo que tá sendo afetado pelo capitalismo. E todos estávamos "perdidos" em relação ao que fazer agora pra mudar isso porque do jeito que tá não dá mais. E agora vejo também a importância de todos se unirem e se dispor a sentar e discutir e começar um movimento de todos onde nós teremos voz". Giovana, estudante secundarista da E.E em Belo Horizonte.

"Eu acredito que esse tipo de encontros e reuniões são muito importantes para todas as militantes do Pão e Rosas, tanto as que já estão há muito tempo, e para a aquelas que chegaram agora, (tipo eu). Nosso encontro do dia 10/06 foi muito eficaz e esclarecedor, pois tinham coisas que eu ainda não tinha uma clareza, e a cada encontro que temos, tudo fica mais esclarecedor. E sentir essa união e força das mulheres, é uma sensação maravilhosa, pois sempre nos faz lembrar que não estamos sozinhas, nós estamos juntas nessa luta, contra o capitalismo e todos os regressos que esse governo golpista está implantado em nosso país, juntas somos mais fortes, bem mais fortes". Eliza, estudante secundarista da E.E Presidente Dutra em Belo Horizonte.

"O lançamento do manifesto foi muito esclarecedor. Várias questões que ainda não estavam claras pra mim, como por exemplo a busca por direitos inadiáveis, mas a consciência da necessidade da revolução, para de fato assegurar tais direitos, foram muito bem colocadas e debatidas. Além de ter sido extremamente motivador, pois mostra que não estamos sozinhas na luta contra todas essas opressões. E que somando nossas forças, juntamente com a classe operária, não há governo golpista que nos negue o pão!" Leide, estudante secundarista da Funec Centec.

No lançamento do Manifesto, discutimos a preparação para a greve geral do dia 30, com a campanha "Tomar a greve geral em nossas mãos", e fizemos um material específico do Pão e Rosas como parte da campanha que faz um chamado específico com a consigna, “Mulheres, tomemos a greve geral em nossas mãos” que distribuimos para mulheres que estão no dia-a-dia conosco nas escolas, fábricas, universidades, e locais de trabalho. Neste material denunciamos os problemas mais sentidos pelas mulheres, como o machismo e a violência de gênero e contra as mulheres trans e lésbicas, e exigimos “Nem Uma a Menos”, contra a violência machista, mas colocamos também, como nós mulheres deveríamos ser linha de frente em cada local de trabalho e estudo construindo a greve geral na base com nossos companheiros.

Fizemos panfletagens nos locais de trabalho e estudos, rodas de conversa, colagem de cartaz e distribuição de adesivos chamando a greve geral. Chegamos em milhares de trabalhadores e trabalhadoras com essas idéias, e vimos muita disposição de luta e reafirmamos que, a única via para derrubarmos essas reformas é em primeiro lugar, construindo comitês de luta contra as reformas com milhares de mulheres, trabalhadores e jovens e uma forte greve geral.

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No dia 26 de julho, em meio a segunda jornada de luta contra o fechamento da Pepsico da Argentina e a consequente demissão de 600 trabalhadoras e trabalhadores, o Grupo de Mulheres Pão e Rosas deu exemplo de internacionalismo: dezenas de mulheres trabalhadoras e estudantes se solidarizaram pelas redes sociais contra as demissões e dando apoio e força para as mulheres da fábrica que são linha de frente do conflito.

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Participamos também, de dezenas de atos contra o governo golpista em Belo Horizonte, estivemos em todas as lutas dos trabalhadores, em diversas manifestações de mulheres e lgbt, entre elas, as paradas do orgulho LGBT de Belo Horizonte e Contagem, fomos parte do acampamento no Rio de Janeiro que discutiu revolução russa e o comunismo hoje, e organizamos muitas reuniões e estudos nos nossos locais de trabalho e estudo.

Nessa semana, no dia 09/08, quarta-feira, às 13 horas na Arena da Fafich na UFMG e no dia 10/08, quinta-feira, às 18:30 no auditório da Escola Estadual Helena Guerra em Contagem, realizaremos os lançamentos dos livros Feminismo e Marxismo e Pão e Rosas: identidade de gênero e antagonismo de classe no capitalismo, respectivamente.

Convidamos todas e todos para participarem com o Pão e Rosas desses lançamentos em Belo Horizonte e Contagem, e reforçamos a importância desse debate em um Estado que ainda sustenta dados estarrecedores de violência contra as mulheres: a cada 4 minutos uma mulher é vítima de violência de gênero; em média, a cada hora, duas mulheres procuram o Sistema Único de Saúde (SUS) por complicações de saúde após realização de abortos clandestinos, e somos maioria entre os desempregados e nos trabalhos precários.

Os lançamentos dos livros vêm na perspectiva de fortalecer nossas reivindicações, para que toda teoria e clareza estratégica sejam instrumento de luta para as mulheres na batalha pelos seus direitos e juntas aos homens da classe trabalhadora possamos protagonizar novos momentos na história, que caminhem no sentido de acabar com esse sistema que só nos impõe miséria e precarização da vida.

Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1956292191311851/

Cartaz de convite aos lançamentos:

Convite aos lançamentos na UFMG e no Helena Guerra:

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Vejam abaixo algumas das páginas que reproduziram nosso lançamento:

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Vejam abaixo os vídeos de algumas militantes do Pão e Rosas convidando para os lançamentos:




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