Gênero e sexualidade

MARIELLE FRANCO

Pão e Rosas chama PSOL a construir Encontro Nacional por Marielle Franco

Entre as resoluções da plenária do Pão e Rosas, foi aprovada um chamado ao PSOL, às suas parlamentares, às entidades estudantis, aos sindicatos, ao movimento feminista e todas as mulheres lutadoras para construir um Encontro Nacional de Mulheres para exigir justiça por Marielle Franco.

quinta-feira 11 de abril| Edição do dia

No último sábado, dia 06/04, foi realizada a Plenária Estadual do grupo de mulheres Pão e Rosas. A plenária que reuniu mulheres e LGBTs, trabalhadoras e estudantes de São Paulo, além de delegações de outros estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, debateu as tarefas das mulheres e LGBTs para enfrentar o governo Bolsonaro. Entre as resoluções, foi aprovada um chamado ao PSOL, às suas parlamentares, às entidades estudantis, aos sindicatos, ao movimento feminista e todas as mulheres lutadoras para construir um Encontro Nacional de Mulheres para exigir justiça por Marielle Franco.

Chamado ao PSOL e a todas as mulheres lutadoras: Construir um Encontro Nacional de Mulheres por justiça para Marielle!

Completam-se 4 meses de um governo de extrema-direita que é fruto do golpe institucional através das eleições mais manipuladas da história do país – que contou com a prisão arbitrária de Lula pela Lava Jato – e cujo objetivo sempre foi descarregar a crise sobre as costas dos trabalhadores e da população pobre, atingindo de forma cruel as mulheres, negros e LGBTs. É com a Reforma da Previdência que Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre, Joice Hasselman, todas as alas do governo, os outros partidos da ordem, o sistema político, os militares e o judiciário cerram fileiras para nos fazer trabalhar até morrer. Essa semana ficamos estarrecidos quando 80 tiros do exército foram disparados contra o carro de uma família negra, assassinando um trabalhador na frente da sua familia. Por idos também lutamos por justiça para Evaldo. Se completou 1 ano do brutal assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, que ocorreu em meio à Intervenção Federal no Rio de Janeiro e é ainda hoje uma ferida aberta deste golpe institucional. Infelizmente, neste momento de tantos ataques, vemos que o PT, que dirige uma das principais centrais sindicais do país, segue em uma trégua com este governo.

São inúmeras informações que vieram à tona este ano, com novas provas, pistas e ligações entre políticos e os executores do assassinato de Marielle Franco, incluindo a família Bolsonaro. Entretanto, ainda não alcançamos justiça. Acreditamos que para conquistar justiça será necessário construir a mais ampla mobilização para exigir punição por parte do Estado aos culpados, impondo com a força desta luta uma investigação independente que chegue aos mandantes do assassinato de Marielle. Para isso, é fundamental construir esta mobilização em cada local de trabalho e estudo, como parte da luta contra este governo.

Neste sentido, consideramos que a paralisação realizada pelas companheiras do Centro Acadêmico do Serviço Social da UERJ junto com os estudantes do curso de Geografia dessa mesma universidade no dia 14 de março, quando se completava 1 ano do assassinato de Marielle, foi um exemplo de um caminho combativo que pode nos ajudar a avançar em nossa luta.

Acreditamos que a força imparável das mulheres com o movimento internacional que veio protagonizando uma série de manifestações e paralisações em todo o mundo deveria ser evocado neste momento pra unir em todo o país as mulheres que tem sido linha de frente das greves de professores, as estudantes e a nova geração de meninas feministas, as mulheres que lutam contra a Reforma da Previdência e todas aquelas que se revoltaram contra o assassinato de Marielle Franco, em especial as mulheres negras.

Por isso, fazemos essa proposta e esse chamado ao PSOL, a todas suas militantes e simpatizantes, às suas parlamentares, às entidades estudantis, aos sindicatos e ao movimento feminista: coloquemos de pé um grande Encontro Nacional de Mulheres por justiça para Marielle Franco! Deixemos marcado num grande encontro a força das mulheres diante do governo Bolsonaro e para fazer a mais forte homenagem à Marielle, que é seguir lutando por justiça e contra os ataques da extrema-direita. Um grande Encontro assim, que unificasse o mais combativo do movimento de mulheres, poderia nos ajudar a avançar no caminho da luta de classes para que as centrais sindicais rompam sua trégua ao governo. Nós do Pão e Rosas, que somos um grupo de mulheres feministas socialistas e revolucionárias, reunindo trabalhadoras e estudantes, colocaremos nossas forças, nacionais e internacionais, bem como o Esquerda Diário, a serviço deste objetivo e dessa luta.

São Paulo, 06 de abril
Plenária Estadual do grupo de mulheres Pão e Rosas




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