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#30J METRÔ SP

Panfletagem chama metroviários a tomarem greve geral em suas mãos

Mesmo em semana com feriado, os metroviários do Movimento Nossa Classe fizeram uma intensa agitação. "Tomar a Greve Geral nas nossas mãos, construindo comitês de base, foi o recado que transmitimos nas panfletagens em todas as bases da Linha 1", disse Guarnieri operador de Trem do Metrô de SP. Confira as fotos, vídeos e vejam os principais debates feitos essa semana entre os metroviários de SP.

domingo 18 de junho| Edição do dia

Desde a segunda-feira, 12, a campanha "30/06: Tomar a Greve Geral nas nossas mãos!" tomou conta de várias áreas de trabalho no Metrô de São Paulo.

A campanha impulsionada pelo portal Esquerda Diário, MRT, Juventude Faísca, Grupo de Mulheres Pão e Rosas e o Movimento Nossa Classe em todo o país, no Metro de SP é levada a frente pelos metroviários do Nossa Classe. Segundo Guarnieri, operador de trem e integrante do movimento, as panfletagens ocorrem em todas as bases da linha 1:

"Passamos em todas as escalas e nas áreas de trabalho da Linha 1 e da Estação Sé. De Jabaquara a Tucuruvi. Falamos com trabalhadores das estações, operadores de trem, seguranças, jovens aprendizes e trabalhadores terceirizados. Semana que vem, iremos para outras áreas, como o Pátio da Manutenção no Jabaquara, as bases da linha 5 sob ataque da privatização do governo Alckmin, as estações da Linha 3, além das panfletagens que faremos junto a população na saída de terminais como em Santana, Vila Matilde e Jabaquara."

As panfletagens aconteceram num momento onde existe uma grande condição dos trabalhadores vencerem as reformas de Temer. Depois das greves do dia 15/03, 28/04 e da marcha a Brasilia, o governo entrou numa grande crise, a burguesia se dividiu e não encontrou até agora substituto para conduzir as reformas, assim como aumento enormemente a rejeição popular em relação as reformas. Porém, como em outras categorias, o clima da base demonstrou como as principais centrais sindicais CTB/CUT e Força Sindical não estão construindo a greve Geral. Guarnieri também comentou sobre isso:

"Muitos metroviários não ficaram contentes com o resultado da campanha salarial. Acharam que foi encerrada de forma precipitada e concordamos com isso. Porém, o recado que quisemos transmitir foi que a conclusão não pode ser não realizar a Greve Geral no dia 30/06. Principalmente, nesse momento onde as principais centrais estão sinalizando trair nossa luta, e elas vão fazer isso porque possuem interesses nesse processo. Não a toa, deixam de construir a greve nas bases, para negociar por cima as reformas, e se concentram em lançar uma frente pelas diretas Já que na prática vem tirando todo o foco da luta contra as reformas de Temer."

Além do material da campanha, os metroviários trabalharam com um boletim convocando a construção de um comitê de base, na próxima sexta-feira dia 23/06, em dois horários as 11h e as 16h no Centro Cultural São Paulo, na Estação de Metrô Vergueiro.

"A proposta de construirmos o comitê vem sendo uma batalha que demos no último mês e foi aprovada em assembleia, porém ainda o conjunto das forças políticas que também compõe a diretoria do sindicato (CTB, CUT, PSTU, PSOL entre outros) não quiseram organizar e levar a frente. Por isso, estamos construindo na Linha 1 e na estação Sé, mas esperamos que possa difundir em todas as áreas, ou possa se fortalecer organismos semelhantes como é a comissão sindical de base que existe no Pátio Jabaquara a qual também impulsionamos. A organização dos trabalhadores nas bases é muito importante nesse momento, não só para construirmos uma forte greve no dia 30, mas principalmente frente ao risco das centrais recuarem. Não são as cúpulas das centrais que devem decidir os rumos da luta, mas sim os trabalhadores organizados em seus locais de trabalho", completou Guarnieri.

Outro debate feito foi em relação as saídas para a crise no país. Diante a ameaça de uma saída reacionária através de eleições indiretas pela via de um congresso afundado em denuncias de corrupção, ou da armadilha que representa a recente frente criada pelas Diretas Já nos últimos dias, com a participação de partidos burgueses como o PSB, Rede e que teve a presença de partidos da direita tradicional como PR e PSD (setores da antiga base aliada do governo Dilma) e infelizmente endossada por organizações da esquerda como PSOL e Frente Povo sem Medo, além de grupos que se reivindicam revolucionários como o Mais. Guarnieri defendeu a proposta defendida pelo Movimento Nossa Classe de convocar uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana:

"Precisamos de uma saída de independente dos trabalhadores para responder a crise do país. Isso só se dará através da convocação de uma nova constituinte, que deve ser convocada pelas centrais em meio a mobilização. Uma saída reacionária que os patrões estão articulando são através das eleições indiretas para tentar resolver por cima. Outra é essa armadilha das Diretas Já, que não anula as reformas e também é parte de um plano burgues, endossado agora por FHC, para ter mais estabilidade para conduzir a aprovação das reformas. Não adianta nada mudar os jogadores, e os trabalhadores serem obrigados a ter que votar em Bolsonaro, Dória ou até mesmo o líder das pesquisas Lula que já declarou que as reformas são necessárias. Precisamos mudar as regras do jogo, eleger deputados constituintes em meio a luta, que estejam comprometidos em primeiro lugar a anulação de todas as reformas, e paralelamente possam debater e propor saídas aos principais problemas do país."


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