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PANELAÇOS

Panelaços em SP e RJ denunciam a negligência de Bolsonaro frente à crise do coronavírus

Na noite de ontem, 17, ocorreram panelaços contra Bolsonaro em vários bairros do Rio de Janeiro e de São Paulo. O panelaço, que já havia sido chamado para a noite de hoje, 18, foi antecipado e teve como impulso a negligência do Governo que vem chamando de histeria a preocupação sobre a pandemia do coronavírus.

quarta-feira 18 de março| Edição do dia

Não bastasse, Bolsonaro saiu em manifestação no domingo, 15, em Brasília, no ato contra o Congresso e o STF, apertando a mão dos presentes e tirando fotos, desrespeitando as orientações dos Órgãos de Saúde, já que tinha apresentado os sintomas e teve contato com pessoas que testaram positivo. Além disso, anunciou que daria uma festa no próximo final de semana, em comemoração ao seu aniversário e de sua esposa, caçoando da cara da população que teme as consequências da pandemia.

Tanto Bolsonaro, que nega essa crise que já matou 4 pessoas no país, como Paulo Gudes e Luiz Mandetta, que se dizem mais preocupados, na verdade querem seguir com um plano de reformas, que ataca ainda mais a saúde, recursos bilionários aos bancos, e não garantem elementos básicos para prevenir a saúde da população.

Além disso, junto com Sergio Moro, implementaram a quarentena forçada da população, ameaçando prender aqueles que se recusarem, nos marcos de que os trabalhadores estão com mais medo de perderem seus empregos e salários do que do próprio vírus, como apontam relatos que recebemos no diário.

O rechaço a esse descaso frente às vítimas que estão aparecendo é fundamental hoje para exigir um plano de emergência que possa resolver efetivamente o problema, atacando os lucros capitalistas, e defesa dos empregos e salários dos trabalhadores. Em primeiro lugar, é urgente que exista a distribuição de testes massivamente; o aumento de leitos nos hospitais, inclusive com os leitos da rede privada; a contratação imediata de trabalhadores da saúde para atenderem a demanda. Ao mesmo tempo é necessário que se proíba as demissões e se garanta licenças remuneradas pelo Estado para os trabalhadores informais e suas famílias.

Isso deve ser garantido a partir do fim da EC 95, que estabeleceu o teto de gastos para a saúde e do não pagamento da dívida pública, para que o orçamento pare de servir para salvar os lucros do bancos, como Guedes está fazendo dizendo que está lidando com a crise sanitária.

Para hoje estão sendo chamados novos panelaços para as 20h30. Nós, do MRT e do Esquerda Diário, chamamos todas e todos a participar, em apoio aos trabalhadores da saúde, exigir esse plano de emergência e dizer que nossas vidas valem mais que os lucros dos capitalistas.




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