Economia

REFORMA TRABALHISTA

Pandemia aprofunda ataques da reforma trabalhista com emprego sem jornada e salário fixos

A reforma trabalhista implementada pelo governo golpista do Temer, aprofunda em meio a pandemia a precarização do trabalho. As novas oportunidades de trabalhos oferecidas no ano passado foram em sua esmagadora maioria oportunidades de trabalhos com a faixa salarial de 1 a 2 salários mínimos.

terça-feira 16 de março| Edição do dia

Foto: Evelen Gouvêa

Durante a pandemia os grandes empresários com aval do governo de extrema direita de Bolsonaro e os militares, aproveitaram os benefícios da reforma trabalhista para os empresários para durante a pandemia, para aumentar o número de desempregados e novas contratações de trabalhadores com salários e direitos reduzidos. Isso expressa a decadência do sistema capitalista que em meio a uma pandemia com mais de duas mil pessoas mortas em vinte quatro horas, ao invés, de buscarem medidas de controle e prevenção contra o covid-19, buscam medidas que retirem e aprofundam a precarização dos direitos da classe trabalhadora.

Nas demais faixas de trabalhadores com salários superiores a dois salários mínimos, não houveram contratações, ao contrário, ocorreram demissões e mais contratações de trabalhadores com salários reduzidos desempenhando a mesma função de trabalhadores com salários superiores. O efeito da pandemia causou e causa mal estar nos trabalhadores, porque seguem sendo lançados a informalidade e a falta de direitos trabalhistas. Enquanto esse mal estar segue existindo entre os trabalhadores, quem comemora com isso são as alas golpistas do regime e os grandes empresários que se utilizam da pandemia para avançar com a retiradas de direitos dos trabalhadores em nome dos seus próprios interesses e lucros.

O Brasil sofre com as consequências da crise aberta em 2008 e durante essa pandemia a crise econômica com a crise sanitária aprofundaram duramente as condições de vidas e matérias dos trabalhadores. Que lançados a informalidade ou aos postos de trabalhos com baixos direitos, acabam ao mesmo tempo sendo expostos ao vírus sendo as principais vítimas não só do coronavírus, mas das próprias mazelas criadas pelo sistema capitalista.

Enquanto a família Bolsonaro esbanja dinheiro com gastos exorbitantes como vimos com a questão dos leites condensados e recentemente com a mansão comprada por um dos filhos de Bolsonaro no valor de 6.000,00 milhões de reais. Bolsonaro muito cinicamente já disse abertamente que o valor do salário não irá aumentar, porque segundo o presidente, não tem lugar pra tirar dinheiro. Essa é a realidade de um país governado por um presidente de extrema de direita, que mesmo nessa pandemia que vitimiza cotidianamente milhares de vítimas, Bolsonaro quer descarregar nas costas dos trabalhadores uma crise que não é nossa e nem foi criada pelos trabalhadores.

Durante esses meses de pandemia vimos as mais duras irracionalidades do sistema capitalista, como por exemplo, na segunda semana do vírus no país, diversas empresas demitiram seus funcionários sem considerar as dificuldades impostas pela pandemia. Além disso, Bolsonaro pode até tentar mudar seu discurso pró vida, mas todos nós sabemos que desde da primeira semana a política do Bolsonaro sempre foi negacionista. Diversos trabalhadores foram obrigados a trabalhar sem direito ao isolamento social, tiveram que escolher entre morrer de fome ou de coronavírus. Os trabalhadores da saúde denunciaram aqui no esquerda diário, que muitos deles estavam trabalhando sem materiais de proteção individual, nem isso os governadores dos Estados estavam conseguindo garantir e oferecer.

Todas essas irracionalidades do sistema capitalista, nos mostra que precisamos dos trabalhadores auto organizados nos seus locais de trabalhos e muito mais do que ontem, é preciso defender a necessidade de uma assembleia constituinte livre e soberana imposta pela luta, para os trabalhadores revogarem todas as reformas e ataques, para o garantir novas leis que possa assegurar assistência trabalhista, assistência médica e qualidade de vida.




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