Internacional

Países Baixos: 190 mil galinhas são sacrificadas por novo foco de gripe aviária

A doença não é grave para o ser humano. Teve focos de aparição em granjas na Suécia, Irlanda, França e no Reino Unido.

quinta-feira 26 de novembro de 2020| Edição do dia

Cerca de 190 mil galinhas e frangos foram sacrificados pelo Governo dos Países Baixos na Europa depois de ter sido detectado um foco altamente contagioso de gripe aviária em duas granjas, segundo informado pelo Ministério da Agricultura neste último domingo. A decisão foi tomada depois de que o órgão confirmasse que uma estirpe com altos níveis patógenos foi a causa da morte de dois cisnes silvestre, encontrados em um povoado próximo à cidade de Utrecht.

No começo de novembro foram sacrificados 215 mil frangos em uma granja na cidade de Puiflijk, próximo à fronteira com a Alemanha. Agora se somam os de outros estabelecimentos avícolas localizados no norte e oeste do país.

Em ambos os casos, a decisão das autoridades foi motivada pela suspeita de um “foco muito contagioso da variante H5”, apontou o Ministério em um comunicado. Também afirmou que “as duas granjas foram desinfectadas para evitar qualquer propagação da doença”.

Os Países Baixos são um dos maiores exportadores de frango e ovo na Europa. Desde outubro, distintos focos de gripe aviária obrigaram as autoridades a tomar medidas de restrição para o transporte e criação das aves. Muitas foram sacrificadas.
Segundo informado pela agência AFP, depois de registrarem focos na Rússia e Cazaquistão no verão passado, a gripe aviária, que não é perigosa para o ser humano, progride para o Oeste.

Além dos Países Baixos, também na Suécia, Irlanda, França e no Reino Unido foram reportados a aparição de focos em suas granjas.

As matanças de animais em ampla escala está na ordem do dia, depois da aparição de estirpes do vírus devido a superlotação a às más condições em que os animais são criados.

Recentemente em países como a Dinamarca e a Irlanda, as imagens de matanças de milhões de visons pela aparição de novas estirpes de coronavírus, lembraram outro caso que ocorreu há não muito tempo e circulou pelas redes sociais de todo o mundo: quando mataram 200 milhões de porcos de granjas industriais na China, devido o surgimento da Peste Suína Africana.

A relação não é casual, e sim estrutural: se trata da produção industrial de animais - centralmente para a alimentação, mas também para o luxo como no caso do vison - motorizada pelo agronegócio capitalista globalmente, que além de suas características cruéis a respeito dos animais (considerados como meras máquinas produtoras de valores de uso) e trabalhadores (meros portadores de força de trabalho geradora de mais-valia a ser apropriada), e a destruição do meio ambiente que geram, constituem condições ideais de produção de novas pandemias.




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