Política

DITADURA MILITAR

Pablito: "Defendemos a punição de todos os torturadores e abertura dos arquivos da ditadura"

terça-feira 30 de julho| Edição do dia

No dia de ontem (29) Bolsonaro se valeu da memória de uma das milhares de vítimas da Ditadura Militar no país para atacar o presidente da OAB, Felipe Santos Cruz. Na declaração reacionária do presidente, ele ameaçou o advogado através da memória de seu pai, militante assassinado: "Um dia se o presidente da OAB [Felipe Santa Cruz] quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto para ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Eu conto para ele”.

Marcello Pablito comentou a declaração: "As abomináveis palavras de Bolsonaro demonstram como os esqueletos do período do assassino regime militar permanecem ocultos. Oficialmente a cifra de mortos pela ditadura é de cerca de 450. Entretanto, sabemos que o número é muito maior se contabilizamos os assassinatos em massa, verdadeiro genocídio de populações indígenas, que passam das 8.000 mortes, ou contra os camponeses que passam de 1.200 mortos".

Bolsonaro é um notório defensor do período da Ditadura Militar, e em seu governo tenta empregar uma verdadeira revisão do período. Contra suas reivindicações Pablito reafirmou o verdadeiro significado do período: "A Ditadura Militar representou um reacionário movimento, desencadeado pelo complô cívico-militar do golpe de 1964, patrocinado abertamente pela embaixada norte-americana, pelo Departamento de Estado e pelo FBI, para acabar com os germens de organização das massas trabalhadoras que começavam surgir, e subordinar o Brasil à sua política externa".

"Como herdeiro da ditadura, Bolsonaro se apóia na repressão e violência do período para intimidar com o avanço de seu projeto também autoritário. Como vemos nas suas tentativas de intimidação a imprensa, ameaçando a prisão do jornalista Glenn Greenwald", acrescentou Pablito.

Pablito colocou ainda a necessidade de repudiar tais palavras e exigir a punição dos criminosos da ditadura: "A impunidade asseguradas aos militares assassinos e torturadores da ditadura, por meio da transição pactuada e da Lei de Anistia, é o que permite que o presidente faça declarações tão asquerosas livremente. A inofensiva Comissão da Verdade do período do PT, ao não condenar tais criminosos pouco fez em relação a essa impunidade. Exigimos a revogação da Lei da Anistia, assim como o julgamento e punição de todos os responsáveis civis e militares pela ditadura! É preciso arrancar do Estado a abertura irrestrita de todos os arquivos e documentos ocultos sobre os crimes da ditadura militar!"




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