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DIRETAS JÁ

PT busca acordo com PSDB para ampliar frente por Diretas Já

A ideia é usar as mobilizações populares para firmar acordo com PSDB e ampliar campo das Diretas Já, segundo o deputado do PT, Carlos Zarattini.

segunda-feira 19 de junho| Edição do dia

A declaração de FHC pedindo eleições antecipadas a Temer animou lideranças do PT. O líder do partido na câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), afirmou que vão buscar os tucanos para um acordo: “vamos tentar falar com eles para um acordo sobre eleições diretas. Nosso objetivo é tirar Temer”.

O líder petista continuou e ainda disse que vai utilizar as mobilizações para conseguir acordos com o PSDB: “a ideia é fazer uma grande mobilização popular para ampliar nosso campo. Se olharmos os números de hoje não temos (votos para afastar Temer e fazer uma nova eleição), mas os números de hoje não são os números de amanhã”.

A carta de FHC vai na mesma linha que a declaração da Frente Ampla pelas Diretas Já, grande bloco que vai desde o PSOL até o PDT, passando por PT, PCdoB e membros da REDE. Segundo FHC, a convocação de novas eleições visa “devolver a legitimidade da ordem à soberania popular”, ao passo em que a declaração da Frente Ampla afirma que “só a eleição direta, portanto a soberania popular, é capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político”. Duas frases muito semelhantes que caminham no mesmo sentido de relegitimar o regime político atual.

A busca desse acordo entre PT e PSDB ocorre bem no momento em que vemos o esvaziamento, por parte da CUT e da CTB, do chamado da Greve Geral do dia 30 de Junho e da luta contra as reformas, dando lugar cada vez maior às Diretas Já. Como já denunciamos aqui no Esquerda Diário, as diretas podem ser utilizadas como ferramentas para aplicar as reformas da previdência e a trabalhista, justamente por ser uma cartada das elites para recompor o sistema político e aprovar ajustes com a legitimidade do voto popular. Enquanto a frente pelas Diretas Já amplia o seu leque à direita para recompor esse regime político carcomido, nós apostamos na mobilização dos trabalhadores e na construção da greve geral do dia 30 de Junho para barrar todas as reformas e lutar por uma constituinte livre e soberana.




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