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PROVOCAÇÃO: Picciani dormindo enquanto privatização da Cedae era anunciada

sexta-feira 27 de janeiro| Edição do dia

Enquanto o Neoliberal Meirelles anunciava o plano de Temer e Pezão para privatizar a Cedae a preço de banana e ainda fazer os trabalhadores e o povo pobre carioca pagarem a conta da crise que eles mesmos criaram, o chefe da Alerj Jorge Picciani mostrava todo o seu desprezo dormindo durante a coletiva de imprensa. Esta não foi a primeira vez que o cacique da Alerj dorme enquanto ataques aos trabalhadores são anunciados. O citado por cobrar propina em três campanhas eleitorais na delação de Benedicto Barbosa Júnior, ex-presidente da Odebrecht, já foi pego dormindo em reunião do início do ano passado com Dornelles e os parlamentares da Alerj, como retrata a foto abaixo:

O decadente Picciani é o retrato da casta política brasileira que vive de imensos salários e privilégios, bolsas paletó, viagens de avião e escola dos filhos tudo pago pelos trabalhadores, políticos que não exitam em passar a conta de tudo isso para os trabalhadores. A crise do Rio é um dos retratos mais gritantes desta situação, em que servidores ficam sem salário porque o governo deu 185 bilhões de isenções fiscais em um período de 10 anos de Cabral e Pezão, que adquiriram todos empréstimos possíveis, vendendo o futuro do Rio e fortalecendo também o mecanismo da Dívida Pública, que nada mais é que uma dívida criada para enriquecer os bancos. E agora com este novo “termo de compromisso” que depende de aprovação da Alerj e do Congresso Nacional, pretendem atacar ainda mais os trabalhadores privatizando a Cedae, dobrando a contribuição previdenciária, demitindo servidores e fechando autarquias.

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O que Picciani, Temer e Pezão prometem é a suspensão de uma parcela da dívida do estado com a União: somados repactuação da dívida com bancos federais, suspensão de uma dívida com a União datada da década de 90 e mais a cobrança de um passivo da privatização do Banerj, o socorro ao estado do Rio, segundo os papagaios de Temer na Rede Globo, não soma mais do que 6,2 bilhões de economia! A parcela do Rio na Dívida Pública segue sendo cobrada, o repactuado é apenas um pequeno valor referente a rolagem de juros e amortizações. Enquanto isso, a contabilidade sem pé nem cabeça de Meirelles propõe, ao mesmo tempo, que o estado do Rio tome outro empréstimo de 6,5 bilhões, dando como garantia o valor obtido com a privatização da Cedae e a arrecadação futura dos royalties de petróleo!

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A Cedae, ao contrário dos empreendimentos de Pezão e Cabral, é uma empresa que dá lucro ao estado do Rio de Janeiro. Sua privatização, além de não fazer sentido do ponto de vista financeiro, vai afetar a vida de milhões de cariocas e fluminenses, tendo em vista que as empresas privadas visam a obtenção de lucro e não o atendimento das demandas mais elementares dos trabalhadores e do povo pobre, como é a obtenção de água e o serviço de esgoto. Uma empresa, ainda mais deste tipo, jamais deveria ser privada pois isso significa mercantilizar ainda mais o acesso a bens tão essenciais como a água e o serviço de esgoto. A Cedae é do povo, não vamos aceitar privatizá-la!

É fundamental cobrir de solidariedade os trabalhadores da Cedae e defender esta empresa da privatização, porque além de precarizar a vida destes trabalhadores, a privatização da Cedae vai afetar a todos nós com a piora dos serviços de água e esgoto, porque se a Cedae for privatizada estes visarão diretamente o lucro. Além disso, é preciso se solidarizar com a UERJ que está sem condições de funcionar por falta de repasses, e a todos servidores do estado que pagarão a conta dobrando sua contribuição previdenciária. Esta mobilização pode impor que quem pague a conta da crise não sejamos nós, impondo que o salário e os nossos direitos sejam pagos integralmente e que o que não deve ser pago é a dívida pública, que consome a maior parte do orçamento federal para agradar os bancos, quando deveria ser usado em saúde, educação e melhorias de vida para os trabalhadores e o povo pobre.

Clique aqui: Para acompanhar e apoiar essa campanha, fundamental para que não sejam os trabalhadores e o povo que paguem pela crise do Rio de Janeiro, veja mais




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