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Execução racista | PMs atiram 58 vezes e assassinam 4 pessoas de uma comunidade quilombola no norte de goiás

Quatro trabalhadores negros de comunidade quilombola foram assassinados covardemente pela Polícia Militar em Cavalcante, Chapada dos Veadeiros, em Goiás. O enterro aconteceu aos prantos e gritos de “Justiça” e “polícia assassina”.

sábado 22 de janeiro | Edição do dia

Foto: Diego Baravelli

40 tiros de fuzil e 18 de pistola. Os 58 tiros disparados pela polícia mais assassina do mundo levaram a vida de 4 pessoas negras. Aquilo que a polícia chama de operação foi uma verdadeira chacina.

A polícia mentiu sobre a existência dos pés de maconha. Segundo a população, a polícia mentiu também sobre a troca de tiros, e que as quatro pessoas mortas não andavam armadas e eram trabalhadores conhecidos.

Confira nesses stories mais informações e o vídeo do enterro: https://instagram.com/stories/chapadadosveadeiros/2756511503773083652?utm_source=ig_story_item_share&utm_medium=copy_link

Os lavradores Ozanir Batista da Silva, de 46 anos, conhecido como Niro ou Jacaré, e Antonio da Cunha dos Santos, conhecido como Chico Kalunga, seriam vizinhos da plantação de maconha, segundo amigos ouvidos pela reportagem do jornal “Metrópolis”.

“Eram pessoas que não tinham uma moto, um automóvel, viviam pedindo ajuda para comer, porque na vila de São Jorge a gente é uma família. A gente se ajudava. Quando não tinha dinheiro, dava uns trocados para rastelar. (…) A gente quer Justiça. A gente não vai abaixar a cabeça para isso”, afirmou um familiar das vítimas.

Foto: Duda Segredo

“Eles não tinham absolutamente nada a ver com a plantação de maconha. E mesmo o pessoal tendo plantado, não há direito de pena de morte. Eles não tiveram o direito de ser julgados. Precisa usar a palavra “chacina”, porque isso não pode ser normalizado”

Segundo o líder comunitário da região, Murilo Aleixo, a ação trata-se de uma clara execução: “Eles levaram tiro na cara, isso não é confronto, foi uma execução”.

O advogado que irá representar os familiares das vítimas, que inclusive foi impedido de acompanhar a perícia local, afirmou que as vítimas estavam rendidas no momento em que foram executadas.

Esse é mais um caso em que o Estado e a Polícia, ainda mais no estado governado pelo símbolo do coronelismo e do agronegócio como o Ronaldo Caiado, escancaram sua cara racista e assassina com execução a sangue frio que retira a vida da população negra, trabalhadora e quilombola.




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