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PIB cresce 0,4% mas está longe de qualquer recuperação econômica

O PIB, que vinha com previsões de queda, cresceu 0,4% no segundo trimestre. Diferente do que está alardeando alguns jornais, a expectativa segue sendo de baixo crescimento para 2019 e está muito longe de qualquer recuperação econômica.

quinta-feira 29 de agosto| Edição do dia

Segundo o IBGE, que divulgou dados nesta quarta-feira, O PIB, Produto Interno Bruto, avançou 0,4% no período em relação ao trimestre anterior. Segundo analistas o aumento se deu pela alta no Investimento, sobretudo na área da construção civil puxada pelo mercado imobiliário e indústria de transformação.

Alguns jornais estão alardeando que o Brasil fugiu da recessão técnica, que é quando o PIB encolhe por dois trimestres seguidos. De fato, a recessão técnica não aconteceu, mas não significa que as oscilações anêmicas do PIB serão capazes de fazer o país se recuperar economicamente e entrar numa fase de crescimento econômico.

O índice de desemprego atinge hoje mais de 12 milhões de trabalhadores, para além disso, desde 2017 de todas as vagas de trabalho criadas no país, 83% são vagas informais, o que mostra a qualidade dos empregos que estão sendo criados no Brasil, que junto com a série de reformas que vem se aprofundado no governo Bolsonaro, atacam as condições de vida dos trabalhadores.

Além disso, as páginas dos jornais voltam a falar de uma nova recessão mundial, visto os sinais recessivos em países centrais como Estados Unidos, China e Alemanha, e que se ligam à guerra comercial entre EUA-CHINA. Assim diante de mais de uma década de crise capitalista que ainda não se recuperou, uma nova recessão mundial pode gerar novos fenômenos também do capitalismo global.

O que está mais do que claro é que hoje nenhuma das saídas da extrema direita estão sendo capazes de fazer as economias recuperarem algum nível de força, a derrota de Macri na Argentina é mais um exemplo disso, por isso vibram diante de oscilações anêmicas como essa do Brasil, justamente para encobrir o nível da crise e dar a ilusão de que a qualquer momento podemos sair dela, abrindo caminho há mais ataques aos trabalhadores e a juventude, como a reforma da previdência.




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