Política

PF CONTRA TEMER

PF encontrou irregularidades em pagamentos da chapa Dilma-Temer

A Polícia Federal encontrou indícios de crime referentes a pagamentos irregulares da chapa Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia autorizado a PF a investigar uma possível fraude no pagamento de gráficas desde dezembro do ano passado, como vem relatando o Esquerda Diário.

quarta-feira 25 de janeiro| Edição do dia

O ministro relator do processo Herman Benjamin já havia autorizado a investigação de empresas subcontratadas pelas gráficas. A PF, a época, havia investigado a Rede Seg Gráfica, VTPB Serviço Gráficos e Focal Confecção e Comunicação afim de averiguar se tais empresas tinham a capacidade de prestar o serviço tal como havia consta na demanda inicial da chapa. No entanto, segundo os investigadores as empresas não conseguem provar a realização de tais serviços.

No relatório referente às buscas solicitadas pelo TSE há indícios de irregularidades na área eleitoral, bem como na área criminal, segundo a PF uma parte do dinheiro declarado como verba da campanha não foi desviado a pessoas físicas e jurídicas.

Segundo informações do jornal Valor Econômico as três gráficas receberam R$ 56 milhões da campanha, na qual a empresa VTPB recebeu a maior quantia, referente a R$ 26 milhões do PT e do PMDB, a Focal R$ 24 milhões e o restante entregue a Rede Seg Gráfica. O processo está nas mãos do ministro Herman Benjamin e novos depoimentos serão tomados no dia 8 de fevereiro.

Durante o processo que envolve atualmente a Polícia Federal, a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), devemos levar em conta o que de fato está por trás deste. A ação no TSE de fraude eleitoral da chapa Dilma-Temer foi protocolada pelo PSDB logo após as eleições de 2014. O que se vê é a iniciativa de um judiciário reacionário junto a um partido golpista para que algum quadro tucano surja como saída à crise política. Devemos estar alerta ao projeto político golpista do PSDB que atrelado ao judiciário, ao Moro e a “Lava-Jato” e as mídias corporativas golpistas surgem como solução seja num horizonte político próximo ou mais distante, nas eleições presidenciais em 2018.




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