Política

GUEDES DECLARA GUERRA AO FUNCIONALISMO PÚBLICO

PEC do Guedes dará promoção ao Judiciário e perseguirá novos servidores filiados a partido

Guedes abriu guerra contra os servidores públicos: com seu "pacotão de ajustes", quer impedir que trabalhadores que militem em partidos tenham estabilidade. "Se tem filiação partidária, não vai ter estabilidade", afirma o ministro.

terça-feira 5 de novembro| Edição do dia

Paulo Guedes, ministro da Economia do governo Bolsonaro, declarou que irá impedir que trabalhadores organizados partidariamente tenham estabilidade no funciolismo público.

O ódio de Guedes àqueles que militam organizadamente e que se posicionam contra o governo Bolsonaro e suas medidas é escancarado, bem como o medo de que os trabalhadores, assim como no chile, se levantem contra o projeto miserável que querem impor.

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"(Se) Tem filiação partidária não é servidor, é militante. Pode ser militante, mas não pode ter estabilidade", declarou Guedes ao apresentar seu "pacotão de ajustes" nesta terça-feira (5).

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Não é novidade que o governo Bolsonaro teme e odeia funcionários públicos e as principais ferramentas de luta da classe trabalhadora, conquistadas historicamente com muita luta: os sindicatos. Para este governo, a estabilidade e a militância dos servidores públicos é uma verdadeira ameaça aos seus planos privatistas e de ataque aos direitos dos trabalhadores.

Um dos objetivos do ministro de Bolsonaro é reduzir de 20 a 30 o número de carreiras no serviço público. Seu discurso é pautado no em uma demagogia sobre "privilégios": "Não é só porque faz concurso público que pode chutar todo mundo, maltratar, botar estrela de autoridade".

Sob a bandeira do "combate ao privilégio", Guedes e Bolsonaro seguem contando mentiras escrachadas, uma vez que, enquanto atacam os trabalhadores dos serviços públicos sob a PEC do "pacotão de ajustes", garantirá ao Judiciário, Ministério Público, militares e diplomatas promoções em suas carreiras. A dita "emergência" de Guedes é na prática um avanço contra os trabalhadores para destruir os serviços públicos e as estatais brasileiras, abrindo espaço para a privatização massiva do país.

Esta mesma medida proposta por Guedes e Bolsonaro vai poupar os setores que já se esbaldam em privilégios, com aposentadorias recheadas e benefícios de diversas ordens. Os mesmo setores que seguem imunes à reforma da previdência.

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Weintraub, que já declarou ódio de dezenas de formas aos funcionários públicos, chamando-os de "zebras gordas", segue esta mesma linha de projeto de país, ao "molde chileno". Com os cortes na educação e na pesquisa, e com seu projeto Future-se, abrirá as portas das universidades públicas ao capital privado, impedindo novas contratações e novas bolsas para pesquisas científicas.

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Estes mesmo setores tão temidos por este governo, se ergueram nos dias 15 e 30 de maio, e também no dia 14 de Junho, onde juventude e trabalhadores mostraram a disposição de luta contra este governo. Entretanto, a política traidora e divisionista levada pelas entidades sindicais e estudandis, dirigidas majoritariamente pelo PT e PCdoB, negociaram pelas costas dos trabalhadores a reforma da previdência e permitiram que este ataque fosse aprovado.

O governo Bolsonaro declarou guerra aos servidores públicos e já se mostrou disposto à entregar cada empresa estatal construída com dinheiro público nas mãos dos capitalistas. A crise capitalista que já ultrapassa uma década ainda tem sua conta aberta, e Bolsonaro, Judiciário, Congresso e os patrões querem descontá-la nas costas dos trabalhadores.

Contra os ataques políticos, ideológicos e econômicos, que não se separam de forma alguma, como evidencia esta fala de Guedes, é necessário retomar os sindicatos e as entidades estudandis das mãos desta burocracia traidora, para construir um plano de luta e derrotar os ataques nas ruas, assim como os chilenos.




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