Educação

CAMPANHA NACIONAL

Os professores em greve do Rio Grande do Sul precisam vencer!

Fazemos um chamado de solidariedade nacional à greve dos professores do estado do Rio Grande do Sul que há mais de dois meses se enfrenta contra o governo Sartori (PMDB) e seus ataques de parcelamento salarial, atrasos, privatizações e e entrega do patrimônio público gaúcho.

segunda-feira 13 de novembro| Edição do dia

Já são mais de 20 meses com salário parcelado, o 13º de 2016 ainda está sendo pago e os serviços públicos no estado estão sendo precarizados. O governador utiliza de toda a situação para chantagear a população prometendo integralizar os salários se privatizar 6 estatais gaúchas e vender as ações do Banrisul, bem como fechar as portas das já em curso de extinção fundações privadas.

Agora, depois de dois meses de greve, os professores do estado passaram a se enfrentar não apenas com o governo, mas também com a direção central do sindicato (CPERS), controlada pelo PT e PCdoB. Na última assembleia da categoria, a categoria aprovou a continuidade da greve, apesar da direção do sindicato se mobilizar e fazer de tudo para enterrar a greve sem nenhuma conquista real, com direito a mensagem de whatsapp vazada mostrando a presidenta do sindicato fazendo o jogo do vale-tudo.

Como se não bastasse, PT e PCdoB chamam a assembleia para acabar com a greve em pleno dia nacional de lutas, na última sexta-feira dia 10 de Novembro, onde em todos os locais do país ocorriam atos contra a reforma trabalhista. Mas mesmo assim os professores se organizaram e derrotaram a direção central na assembleia. É justamente nesse cenário onde se torna imprescindível uma forte campanha de solidariedade nacional à greve dos educadores. Junto aos municipários de Porto Alegre, que se enfrentam contra Marchezan (PSDB), essas greves possuem o potencial de derrotar, a nível regional, os planos de ajustes que estão sendo descarregados a nível federal por Temer.

Por toda a parte os governos descarregam a crise econômica nas costas dos trabalhadores e da população, uma crise que não foi criada por nós. E a vitória do movimento de greve do Rio Grande do Sul pode ser uma injeção de ânimo para que os trabalhadores de outros estados e do conjunto do país enxerguem um caminho a seguir e se levantem contra todos os ataques que estão tirando o presente e o futuro de nossas mãos.

As direções da CUT e CTB já vão mostrando a sua estratégia, que passa longe de vencer de fato Sartori. O intuito, na verdade, é tão somente desgastar o governo para ter melhores condições em 2018. Enquanto isso os salários vão sendo parcelados, as condições de vida dos professores se deteriorando, a educação precarizando e o patrimônio público gaúcho sendo desmontado ou vendido. Por isso precisamos de uma estratégia diferente, que seja para vencer o governo, que aposte numa forte mobilização para, junto a outras categorias e o conjunto da população, dobrar Sartori e todos os ataques. Daí a necessidade de uma ampla campanha nacional de apoio à greve dos professores do Rio Grande do Sul.




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