Economia

TETO DE GASTOS

Órgãos do Legislativo e Judiciário gastam mais que o teto e executivo paga a conta

Aparentemente a PEC 55 que congela os gastos públicos por 20 anos, é aplicada apenas aos serviços que atendem a população como saúde, transporte e educação.

sexta-feira 7 de julho| Edição do dia

Três órgãos do Legislativo e do Judiciário, o Tribunal de Contas da União (TCU), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Câmara dos deputados tiveram crescimento de gastos exacerbado e acima do previsto pela lei que diz que os gastos precisam ser de 7,2% baseado na inflação de 2016.

A Câmara dos Deputados teve um crescimento de gastos de 9,9% e segundo assessoria de imprensa da Câmara o problema foi as “peculiaridades na execução de despesas nos primeiros cinco meses de cada exercício”.

O TCU teve um aumento de gastos de 12,4% e diz que o problema é que a realidade de 2017 não foi a mesma que o começo de 2016, pois as despesas de pessoal e encargos sociais apresentaram uma alta nos primeiros meses de anos, com pedidos de férias, por exemplo.

A DPU aumentou seus gastos em 19,6% e disse que o problema é que algumas previsões foram feitas antes da sanção da lei. Em nota, porém, ressaltou que a lei também prevê que o Governo Federal cubra essas despesas até 2019. O governo federal, contudo, está com déficit de 139 bilhões.

No final de 2020, esses órgãos terão que ter um crescimento de gastos menor ou equivalente à inflação de 2016. Ou seja, ainda que o governo golpista de Temer conseguisse reduzir a inflação, esses órgãos possuem aval para gastar de acordo com 2016, ou seja, 7,2%.

Isso indica que esses órgãos terão que reduzir seus gastos exorbitantes até 2020, caso contrário o governo federal cobrirá suas despesas. É bom lembrar que o dinheiro do executivo vem em grande maioria se originam da cobrança de tributos como impostos, taxas e contribuição, o que significa que a população é quem pagará essa conta.

As informações são do jornal O Globo.




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