Política

OPERAÇÃO LAVA-JATO

Odebrecht e Petrobrás: contas na Suíça para pagar propinas e trocas de e-mails escancaram corrupção

quinta-feira 23 de julho de 2015| Edição do dia

Segundo declarações, o órgão suíço abriu numerosas investigações sobre a Petrobras e também sobre a Odebrecht, empresas e pessoas relacionadas. Desde o começo das investigações cerca de US$400 milhões foram bloqueados nos bancos suíços e são parte da colaboração dos órgãos suíços com as investigações da Operação Lava-Jato.

Os ex-diretores da Petrobras, Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco, que foram descobertos pela investigação e no ano passado passaram a dar informações aos investigadores, disseram ter recebido respectivamente US$20 milhões e US$97 milhões de fornecedores da Petrobras, entre eles a Odebrecht. Ambos dizem que o pagamento foi feito por uma empresa do Panamá, a Construtora Internacional Del Sur e com a ajuda de Bernardo Freiburgheus, economista brasileiro que mora em Genebra.

Enquanto isso a Odebrecht nega o pagamento de propina e diz que só se pronunciará sobre o caso depois de receber informações das autoridades sobre o alcance e o motivo pelo qual a empresa está sendo citada.

Nomes do governo e da empresa em e-mails comprometedores

Investigações encontraram em trocas de e-mails de 2011, entre executivos da Odebrecht, especialmente de Marcelo Odebrecht ações com objetivo de conseguir vantagens políticas para ganhar contratos da Petrobras sobre a compra de navios-sondas para a Petrobras. Nas mensagens os nomes do então ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT-SP) e do ex-presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli aparecem como contatos políticos que favoreceriam essas negociações.

Construtoras, políticos do regime e a corrupção

As novas evidencias de fraudes e corrupção que surgem a partir das investigações da Operação Lava Jato a cada dia, são parte da demonstração de como o regime político, no qual tem seu papel todos os partidos da ordem como PT, PSDB, PMDB, DEM etc, é dependente de acordos sujos, em que são as maiores empresas do país as mais favorecidas com lucros bilionários fruto dos melhores contratos a custo dos impostos da população.




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