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Eleitoreiro | Objetivo eleitoral: sem resolver inflação, Bolsonaro quer aprovar PEC de "liberação de gastos"

O Senado adiou ontem a votação da PEC 16 de Bolsonaro, que previa a liberação de diversos "gastos", como diz a imprensa burguesa, como aumento do Auxílio Brasil, do auxílio-gás, pagamento de um vale-caminhoneiro, subsídios ao transporte público. A realidade é que essa PEC é uma medida eleitoreira de Bolsonaro, para correr atrás de ampliar sua votação para as eleições de 2022, não para resolver a cara vida da classe trabalhadora e do povo pobre em meio à inflação e o conjunto da crise econômica.

quinta-feira 30 de junho | Edição do dia

Foto: Adriano Machado/Reuters

Essa medida é nitidamente uma medida populista de direita eleitoreira para angariar mais votos. É uma polêmica que corre no Congresso também, porque há setores, os que inclusive correspondem com a postura da Folha de S. Paulo, ligados à direita tradicional, que negam à direita a PEC, já que são contra qualquer manobra que possa haver de burlar o Teto de Gastos e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

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A grande questão é se é aprovado o "estado de emergência" para que essa PEC possa tramitar há 3 meses das eleições, para manobrar também a Lei Eleitoral. Que vivemos numa situação emergencial no Brasil, é verdade, assim como é verdade que Bolsonaro, junto ao Congresso e também ao Judiciário e governadores, são responsáveis pela crise profunda vivida pela classe trabalhadora e o povo pobre e que essa PEC 16 em nada resolverá o problema da fome, por exemplo.

Por isso, é necessário lutar pela revogação integral da reforma trabalhista, pelo reajuste salarial mensal igual à inflação, pelo congelamento dos preços dos alimentos e dos combustíveis a níveis anteriores à inflação. Assim como pela estatização das indústrias alimentícias, sob gestão operária e controle popular, que são quem realmente conhecem as necessidades dos trabalhadores e do povo pobre. Ao contrário do que faz o PT, que se alia com Alckmin, que por sua vez se reúne com Temer, para garantir que Lula, se eleito, não revogará a reforma trabalhista e o teto de gastos.

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