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Obama pede que líderes republicanos revejam seu apoio a Trump

O presidente Barack Obama alfinetou o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, em relação às críticas do empresário aos pais do capitão do exército morto em serviço no Iraque. Obama disse que o escolhido do Partido Republicano é inapto para sucedê-lo na Casa Branca.

terça-feira 2 de agosto de 2016| Edição do dia

Em uma coletiva de imprensa, Obama também pediu que os líderes republicanos parem de declarar apoio a Trump e revejam sua posição ao invés de simplesmente denunciar seus comentários.

"O candidato republicano é inapto para ser presidente", disse Obama. "Ele continua comprovando isso."

"O fato dele vir a atacar uma família da Gold Star (Families for Peace, ou FSFP, uma organização de famílias que perderam membros na Guerra do Iraque), o fato de que ele não parece ter conhecimento básico sobre questões críticas na Europa, no Oriente Médio e na Ásia, isso mostra que ele é lamentavelmente mal preparado para este trabalho", disse o presidente.

Os comentários de Obama acontecem após Khizr Khan, o pai de um soldado morto no Iraque em 2004, aparecer na Convenção Democrata e criticar o plano de Trump de banir temporariamente muçulmanos do país. As declarações geraram uma série de atritos entre a família Khan e o empresário. Isto, por sua vez, foi criticado por alguns republicanos, como o senador John McCain.

A declaração de Obama é uma amostra muito nítida da expressão da crise nos Estados Unidos que resultou no fortalecimento de uma figura como Trump. O país já deu amostras muito concretas da polarização social que vem atravessando com todo o cenário de lutas que se expressou principalmente com o Black Lives Matters e por outro lado com o fortalecimento de ideias reacionárias como as defendidas por Trump que o próprio Obama é obrigado a contestar por receio de um desiquilíbrio vindo da polarização social, não só da direita expressa em Trump, mas também de despertar mais resposta da juventude e dos trabalhadores.




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