Mundo Operário

DEMISSÃO EM MASSA

OI se recupera economicamente abrindo processo de demissão em massa

A empresa de telefonia móvel Oi anunciou na última semana um plano de demissão voluntária que pretende cortar 15% dos postos de trabalho, o que corresponde a cerca de 2 mil trabalhadores.

quarta-feira 14 de outubro| Edição do dia

A empresa passou por um processo de quase falência e, em 2016, abriu um pedido de recuperação judicial após acumular dívidas que totalizavam R$ 65 bilhões. A recuperação foi aprovada por credores e pela justiça do Rio de Janeiro.

O que isso significa? Que agora a Oi vai passar por uma reestruturação que foi aprovada por esses credores que salvaram a empresa, e contará com a venda de unidades da Oi, incluindo seu negócio de telefonia móvel, operações de data center e outras infraestruturas de telecomunicações. Esse processo, que tem como objetivo justamente pagar os credores, será acompanhado pela demissão massiva de milhares de trabalhadores.

Segundo a empresa, o Plano de Demissão Voluntária (PDV) oferece condições que incluem parcela indenizatória em função do tempo de empresa e extensão de benefícios como plano de saúde, plano odontológico e seguro de vida, mas não foi dito os valores dessas condições. O que a empresa não irá dizer é que o significado desse plano é que 2 mil famílias serão entregues ao desemprego. Também não dirão que, caso não se alcance o número de voluntários para aderir ao plano, os cortes acontecerão ainda assim, ou seja, as demissões massivas serão realidade e única decisão que está colocada aos trabalhadores é se aceitarão o desemprego com ou sem indenização.

O índice de desemprego só cresce no Brasil, mas as grandes empresas seguem garantindo seus lucros. Tal como a Oi, colocam milhares de famílias nas ruas e atacam os trabalhadores para garantir o pagamento de suas dívidas bilionárias, pois atuam sempre para que sejam os trabalhadores a pagar pela crise com demissões e precarização do trabalho. Enquanto isso, Bolsonaro atua para facilitar as demissões, avançando em seu pacto com o judiciário e o congresso para atacar os direitos dos trabalhadores. Ao contrário disso, é preciso defender nenhuma família no desemprego e a imediata proibição das demissões.




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