Política

CORRUPÇÃO

O presidente peruano pediu a Trump que deporte Toledo pelo caso Odebrecht

O mandatário Kuczynski falou no domingo pelo telefone com Trumo e o solicitou "avaliar a opção de depotar" ao ex presidente peruano, acusado de ter recebido subornos de 20 milhões dólares.

terça-feira 14 de fevereiro de 2017| Edição do dia

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, pediu no domingo ao seu homólogo dos EUA que considere deportar o fugitivo ex presidente peruano Alejandro Toledo, acusado de receber subornos milionários.

Peru crê que o ex presidente Toledo permanece nos EUA e seus esforços em captura-lo tem sido limitados por um obstáculo legal neste país.

Kuczynski conversou por telefone com o presidente Donald Trump sobre o caso de Toledo para que "se avalie a opção de deporta-lo para o Peru para submete-lo a justiça", segundo um comunicado da Presidência.

Toledo, que governou o Peru entre 2001 e 2006, é acusado de ter recebido pagamentos ilícitos da construtora Odebrecht por uns 20 milhões de dólares a troca da concessão de duas seções da rodovia interoceânica para a firma brasileira.

Um juiz peruano, na quinta, emitiu uma ordem de prisão internacional para Toledo e disse que deve passar 18 meses em prisão preventiva pelos delitos de tráfico de influências e lavagem de dinheiro.

Peru com frequência encarcera preventivamente acusados por longos períodos para evitar que fujam ou obstruam as investigações, uma prática que tem sido criticada por alguns, como violação do devido processo.

DISPOSTO A COLABORAR

O ex presidente rechaçou neste domingo as acusações em sua conta de Twitter, disse que "nunca" fugiu do país e que tem direito a presunção de inocência.

"Eu estou disposto a colaborar com a justiça porém que seja justa e dentro do Estado de Direito, porém vou a defender-me e nunca me renderei a uma prisão de bruxas politicamente motivada", completou Toledo.

O advogado de Toledo Heriberto Benítez, afirmou que não existe garantia para o devido processo a seu cliente, a quem recomendou não voltar ao Peru.

Kuczynski, que foi o primeiro ministro e titular de Economia frente a presidência de Toledo, sofreu um golpe em sua popularidade pelo escândalo, segundo uma votação difundida no fim de semana.

Na noite de domingo, Kuczynski falou em uma mensagem televisionada a nação sobre as ações que está executando seu governo contra a corrupção porém não foi preciso sobre qual foi a resposta de Trump a seu pedido de deportação de Toledo

"Temos tomado todas as ações que as leis permitem a nível nacional e em jurisdições internacionais para garantir que o ex presidente (Toledo) regresse ao Peru para resolver a sua situação frente a justiça". disse Kuczynsku em sua mensagem.

O ministro do interior, Carlos Basombrío, disse no domingo que o governo dos EUA quer que o Peru proporcione mais provas antes de ordenar a detenção de Toledo, apesar de que considera que as provas recolhidas pela fiscalização são "assustadoras".

O governo peruano informou inicialmente que Toledo estava em São Francisco, Estados Unidos e que tentaria fugir no sábado para Israel onde sua esposa Eliane Karp-Toledo goza de cidadania.

Sem embargo, o ministro de relações exteriores de Israel confirmou que Toledo não entrou no avião até Tel Aviv. E que de todos os modos não permitiria seu ingresso enquanto não resolvesse seus assuntos legais no Peru.




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