GOVERNO BOLSONARO

“O governo tira dinheiro de combate à pandemia para atentar contra a vida de meninas e mulheres!”

Diana Assunção, da Bancada Revolucionária de Trabalhadores, repudia: “O governo tira dinheiro de combate à pandemia para atentar contra a vida de meninas e mulheres. Desviou dinheiro de verba para compra de testes de covid-19 e repassou ao Programa Pátria Voluntária de sua esposa Michele, que entregou à ONG ligada a Damares que tentou impedir um aborto de uma criança estuprada!”

sábado 3 de outubro| Edição do dia

A denúncia está relacionada ao caso massivamente denunciado pela imprensa e inclusive pelo Esquerda Diário, de que o governo Bolsonaro, além de toda sua retórica e política negacionista diante da pandemia, desviou verbas que eram destinadas a compra de testes de covid para entregar ao Programa Pátria Voluntária, liderado por Michele Bolsonaro. Se isso já não fosse um absurdo suficiente para gerar revolta e inclusive para que o presidente assassino fosse incriminado como responsável pela morte de muitas pessoas, o absurdo ainda vai além. Michele Bolsonaro, através do Programa, ainda foi capaz de destinar R$ 240 mil dessa verba para ONG evangélica ligada à ministra Damares Alves. Esta ONG, por sua vez, é uma das que tentou impedir o aborto da criança de 10 anos estuprada pelo familiar.

Ou seja, este caso apresenta a podridão do governo em diversos níveis. Trata-se de um exemplo bastante concreto que mostra desde o seu mais completo descaso com uma pandemia que já matou mais de 140 mil pessoas em todo o país. Mostra ainda como suas relações familiares estão acima de quaisquer escrúpulos na política. E ainda coroa essa barbaridade com uma política absurdamente reacionária e machista, impedindo o aborto em um caso em que ele já é legal, impedindo uma criança estuprada de realizar um aborto mesmo que com o seu consentimento e de sua família.

“Bolsonaro e todo o reacionarismo desse governo e desse regime político deve ser enterrado com a luta das mulheres e das trabalhadoras, em nome de todas aquelas que sofrem ou já sofreram violência e que não tiveram direito à sobrevivência, todas aquelas que não tiveram direito ao seu próprio corpo. Basta de violência contra as mulheres. O Estado não pode mais interferir nos nossos corpos. É preciso que o aborto seja legal, seguro e gratuito já. É preciso a imediata separação entre Igreja e Estado!”

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Diana Assunção é parte da Bancada Revolucionária de Trabalhadores, candidatura coletiva a vereador em São Paulo, que atua contra Bolsonaro, Mourão e os golpistas.




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