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O Partido de Trabalhadores Revolucionários do Chile anuncia sua participação no processo constituinte

O Partido de Trabalhadores Revolucionários do Chile, que impulsiona o Esquerda Diário nesse país anunciou nessa sexta a apresentação de assinaturas para obter legalidade na Região Metropolitana de Santiago. Se torna a única organização política à esquerda do Partido Comunista e Frente Ampla que terá presença legal nas regiões de Valparaíso, Antofagasta, Araucanía, Arica e Parinacota, Los Lagos e Los Ríos.

sexta-feira 23 de outubro| Edição do dia

Na manhã desta sexta Dauno Tótoro, jovem dirigente do Partido de Trabalhadores Revolucionários (PTR), processado pelo Governo de Piñera por pedir sua renúncia, anunciou que fez a apresentação para conseguir a legalidade como organização política na Região Metropolitana, onde conseguiram o apoio de 7.200 assinaturas.

O PTR do Chile forma parte da Fração Trotskista - Quarta Internacional e impulsiona o Esquerda Diário nesse país. Com a apresentação dessa sexta se torna a única organização política à esquerda do Partido Comunista e Frente Ampla que terá presença legal nas regiões de Valparaíso, Antofagasta, Araucanía, Arica e Parinacota, Los Lagos e Los Ríos.

Frente ao atual plebiscito e processo constituinte, desde o Partido de Trabalhadores Revolucionários se impulsionou o Comando por uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana junto a centenas de trabalhadores, jovens e mulheres em nível nacional.

"Nós chamamos a aprovar porque não queremos uma constituição de Pinochet, mas na segunda cédula anulamos marcando Assembléia Constituinte Livre e Soberana e Fora Piñera. Porque é mais necessário que nunca retomar as bandeiras da rebelião e retomar o caminho que abriu a greve geral de 12 de novembro, por uma verdadeira Assembléia Constituinte livre e soberana, que foi a demanda das ruas", afirmou Dauno Tótoro.

Que não decidam os mesmos de sempre: por uma alternativa das e dos trabalhadores, anticapitalista e socialista

Joseffe Cáceres, trabalhadora da limpeza, dirigente da ANFUMCE e representante nacional da agrupação de mulheres Pão e Rosas, declarou: "Propomos que para conseguir nossas demandas por pão, saúde e trabalho, devemos retomar o caminho da mobilização e o programa da rebelião popular, que o salário mínimo atenda a uma família com 500 mil pesos (moeda chilena), para que sejamos os trabalhadores quem possamos decidir, controlar e gestionar nossos recursos naturais, pelo fim do sistema de pensões, para que todo parlamentar ganhe o mesmo que uma professora e que a política não seja um negócio, por uma Assembléia Constituinte livre e soberana e Fora Piñera".

Joseffe Cáceres também colocou a necessidade da força das mobilizações pelo "Apruebo" (a aprovação nominal de uma nova constituinte) a força organizada pelos trabalhadores da saúde, educação, mineração, portos, indústrias, serviços, em locais de estudo e povoados, nas ruas, com capacidade de combate e que construa uma alternativa das e dos trabalhadores, anticapitalista e socialista: "É urgente retomar a autoorganização dos comitês e assembléias que se desenvolveram durante a rebelião, devemos utilizar estas forças em nossos lugares de trabalho por uma alternativa independente dos trabalhadores e não dos empresários", declarou.

Os representantes do Partido Revolucionário de Trabalhadores chamam a retomar as demandas da rebelião popular em perspectiva da greve geral para por fim a impunidade e derrotar os ataques repressivos do governo, tirar Piñera e conquistar uma verdadeira Assembléia Constituinte Livre e Soberana para que o povo trabalhador decida.

Sobre os últimos casos de repressão policial, Dauno Tótoro se referiu a criminalização, a repressão e a impunidade às violações dos direitos humanos: "Exigimos o julgamento e punição para os responsáveis políticos e materiais do assassinato de Aníbal Villarroel e todas as violações aos direitos humanos".




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