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Novo pedido de impeachment é adiado na Câmara dos Deputados

sexta-feira 16 de outubro de 2015| Edição do dia

Nesta quinta-feira partidos da oposição como o PSDB, PPS, Solidariedade e DEM adiaram a entrega do novo pedido de impeachment elaborado contra a presidente Dilma Roussef na Câmara dos Deputados.

Para além do fato político, o adiamento do pedido de impeachment é uma expressão da indecisão da oposição sobre o assunto com Aécio defendendo o afastamento do presidente da Câmara e o bloco pemedebista do Rio de Janeiro com Cabral, Pezão e Paes, tentando influenciar Cunha para desistir do processo de impeachment.

É uma situação complexa cheia de variáveis como a investigação no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as pedaladas fiscais do governo Dilma em 2015, O envolvimento de Cunha na investigação do Lava-jato e a aparição das contas na Suíça e o novo pedido de inquérito no STF para investigar a Cunha. O adiamento do novo pedido de impeachment é mais um das diversas manobras políticas que permitem a Eduardo Cunha e ao Governo de Dilma e do PT ganhar tempo, manobras como as duas liminares suspendendo o rito do processo de impeachment que permitiam que não fosse Cunha quem colocasse em pauta o impeachment mas a maioria dos parlamentares.

A presidente Dilma afirmou não há condições materiais para o avanço do processo de impeachment. Para ela não haveria porque ela tem “reputação”. Para os empresários, por enquanto, a condição material para ainda não se decidir pelo impeachment é outra: a política dos ajustes continua sendo a melhor opção para a burguesia no Brasil sendo eficientemente aplicados pela Dilma e o governo do PT, com Lula servindo de figuar por trás nos ajustes e na recomposição do governo. Mas justamente a diversidade de fatores envolvidos como a auditoria do TCU, a operação Lava Jato e a própria figura do Cunha e a indecisão em sua ação, se negociará seu futuro com a oposição ou com o governo enquanto seguem as denúncias contra ele, fazem com que o resultado ainda esteja em aberto e um tanto imprevisível no médio prazo. No curto prazo o governo vem ganhando um respiro, e as denúncias sobre Cunha e suas desavenças com a oposição, que pediu sua renúncia embaralharam o “campo inimigo” do governo. Enquanto esta disputa vai ocorrendo nas cortes e parlamento, o governo Dilma vai governando, impondo uma grande recessão, retirada de direitos, cortes na saúde e na educação.




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