Política

MANIPULAÇÃO EMPRESARIAL

Novas e maiores provas da intervenção ilegal dos empresários para eleger Bolsonaro

A Folha de São Paulo publicou novos depoimentos de empresários que escancaram como interviram ilegalmente no pleito. Sobram comprovações do que já denunciávamos, o judiciário atuou explicitamente para ajudar Bolsonaro.

terça-feira 18 de junho| Edição do dia

O “MoroGate” ou “VazaJato” comprovaram o que já afirmávamos, a atuação de Moro, Dallagnol e da Lava Jato foi politicamente interessada e golpista, fraudulenta, arbitrária e autoritária. Outras revelações, como as feitas pela Folha hoje escancaram e comprovam maior fraude empresarial nas eleições do que já tinha sido noticiado. A conivência do Judiciário com a manipulação também foi explícita.
A Folha trouxe hoje entrevista de empresário dono da empresa “Enviawhatsapp” que admite que prestou serviço a muitas empresas para enviar spam, fake news e outros conteúdos pró-Bolsonaro. Trata-se da mais nova tecnologia à serviço do mais retrogrado interesse em acabar com o direito a aposentadoria e outras medidas.

Essa revelação do empresário não se constitui como uma novidade, mas é mais uma comprovação. A presença de Steve Bannon, criminoso que fraudou a privacidade de milhões e usuários do facebook com a empresa Cambridge Analytica para ajudar a eleger Trump, aconselhou Bolsonaro e seus filhos, bem como ficou conhecida a fraude e crime de coação eleitoral de funcionários cometido por Luciano Hang, empresário amigo de Bolsonaro.

A compra de envio de spams também esteve fartamente denunciada na eleição. Mas o judiciário não somente fez vistas grossas, como arquivou um processo contra isso.

A eleição de Bolsonaro esteve cercada de manipulações tendo como atores o judiciário, a mídia e os empresários, todos eles com respaldo da cúpula militar em seus momentos decisivos.

A primeira e maior manipulação aconteceu com a prisão arbitrária de Lula, seguida de sua arbitrária impossibilidade de candidatar-se, retirando o direito de milhões de votar em quem quisessem, chegando ao cúmulo de retirar-lhe até mesmo o direito de dar entrevista. Em todos esses passos lá estava a cúpula militar, representada por Villas Boas a pressionar e apoiar o golpismo judiciário. Para impedir a entrevista Moro, Dallagnol e compinchas de golpismo contaram com o conluio do ministro parceiro “in Fux we trust”.

Esta manipulação fundamental foi acompanhada de diversas outras, que passaram pelo sequestro do direito de voto de milhões de brasileiros, sobretudo aqueles do nordeste, valendo-se de mal divulgada necessidade de cadastramento biométrico.

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Mas um capítulo especial da manipulação eleitoral está no tratamento das propagandas ilegais. Enquanto o judiciário perseguia os estudantes e as universidades que se posicionavam contra o autoritarismo o STF deixava correr, como deixou até hoje, todas evidências da propaganda irregular e ilegal feita por empresários.

A degradada democracia burguesa em que vivíamos sofreu maiores abalos para que os resultados fossem garantidos de saírem com desejado. Não porque Bolsonaro era a voz dileta do mercado, mas diante do fracasso de Alckmin, tornou-se o herdeiro do projeto de continuar o golpismo, mesmo que para isso dependesse de spam ilegal, de mãozinha judicial.

Estas manipulações tiveram como o objetivo promover um governo que fosse a continuidade do golpe para promover ataques aos direitos trabalhistas e privatizações muito mais selvagens do que o PT podia e oferecia fazer.
A cada dia surgem maiores comprovações dos crimes cometidos pelos empresários e pelo judiciário para dar continuidade ao golpismo e seus interesses. Diante de tamanho escândalo e mostras de divisão dos de cima faz falta um plano de luta que dê continuidade à greve geral de 14 de junho, e aproveite essa divisão para derrotar toda reforma da previdência. Isso é diretamente o contrário do que estão fazendo as centrais sindicais, que se reuniram e nada aprovaram, à espera das negociatas do Centrão e Maia com a oposição e os governadores do PT, todos propensos a vender nossos direitos.




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