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Nova jornada de luta contra a reforma trabalhista na França

Os trabalhadores e estudantes franceses tomaram novamente as ruas nesta terça, 28 de junho, na décima primeira manifestação nacional convocada pela Intersindical. Para muitos manifestantes, como em Toulouse e outras cidades, era a décima sexta jornada de mobilizações.

quarta-feira 29 de junho de 2016| Edição do dia

Em Lyon se mobilizaram 7 mil pessoas e a polícia reprimiu novamente. Entre 3 mil e 5 mil pessoas em Toulouse. Em París houve mais mais de 50 mil manifestantes apesar dos obstáculos da polícia.

Os trabalhadores e estudantes franceses tomaram novamente as ruas nesta terça, 28 de junho, na décima primeira manifestação nacional convocada pela Intersindical. Para muitos manifestantes, como em Toulouse e outras cidades, era a décima sexta jornada de mobilizações.

Em Toulouse a concentração foi no bairro Bernard Arnaud ao meio-dia. A manifestação seguiu sem incidentes notáveis até François Verdier. 5000 pessoas se manifestaram nas ruas de Toulouse entre o meio-dia e as 14h.

Em Lyon, 7000 manifestantes mobilizaram-se nas ruas. A polícia voltou a reprimir.

A principal mobilização será em Paris, da Praça da Bastilha até a Praça d’Italie. O percurso foi autorizado pela polícia “que deu seu acordo de principio”, segundo afirmou Pascal Joly, Secretario Geral da União Regional de Ile-de-France da CGT. Entretanto, desde cedo, um importante operativo policial está mobilizado para criar obstáculos à mobilização.

A estação da Bastilha, ponto de partida do evento, foi fechada por decisão admistrativa, assim como as cinto estações situadas ao longo do percurso, entre Breguet-Sabin e a Praça d’Italie. Foram disponibilizados 2500 policiais, cuja presença e bloqueio dificultou o acesso dos manifestantes.
Durante a manhã, a assembleia geral interprofissional, que tinha lugar para preparar a manifestação a partir do meio dia, foi invadida pela polícia e seus participantes foram detidos, evitando a chegada a manifestação e, desta forma, impedindo o acesso a marcha o bloco que encabeçaria a coluna da Intersindical.

Como parte da jornada de hoje, a Torre Eiffel de Paris, o monumento pago mais visitado do mundo, permanecerá fechado nesta terça pelo protesto contra a reforma trabalhista do Governo de Hollande.

A classe trabalhadora francesa vem mostrando uma enorme disposição de luta, com massivas mobilizações e greves (como a dos ferroviários, portuários, trabalhadores da companhia de eletricidade, aeronautas, entre outros), não só em Paris, como também em cidades como Toulouse, Marseille, Rennes e Le Havre, batizada de “cidade da greve”, onde os portuários, setor mais combativo, estão à frente das manifestações.

Em Bordeaux, 6 mil manifestantes se mobilizaram e 3 jovens foram detidos ao finalizar a marcha.

O ato discorreu como de costume, na Praça da República no centro da cidade de Bordeaux. Ao chegar no local, os estudantes foram submetidos a intimidação policial. Alguns dos manifestantes interviram em sua defesa: quase 200 pessoas cercaram os estudantes e policiais gritando consignas até que a polícia se afastasse. Se esperava uma jornada agitada.

A manifestação iniciou com a marcha dos portuários e suas bandeiras, ferroviários, trabalhadores da Ford e alguns trabalhadores da Dassault Merignac também estavam presentes na manifestação operária. Ovos foram arremessados e pichações foram feitas pela juventude a instituições bancárias. A polícia aproveitou a oportunidade para cercar a manifestação dos jovens e não os deixar seguir.

Na Praça Gambetta, a polícia tentou uma primeira detenção na juventude, mas a rápida resposta dos manifestantes impediu sua efetivação. Foi então que na rua Georges Bonnac as forças policiais dividiram as suas marchas, atacando os jovens, arrancando-lhes as bandeiras e ameaçando-lhes com os cassetetes.
Três jovens foram detidos durante a dispersão dos manifestantes, sem nenhuma razão aparente, mostrando a covardia das forças de segurança que abordaram a juventude para intimidar e reprimir.




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