Política

Nova MP de Bolsonaro além de atacar trabalhadores, também entrega recursos naturais aos capitalistas

A Medida provisória conhecida como MP da Liberdade Econômica, publicada no dia 11 de Junho, foi aprovada na Câmara dos deputados semana passada, na calada da noite, com 345 votos a favor e 76 contra. A MP, apelidada de nova reforma trabalhista, já está em vigor, e, além de precarizar ainda mais os trabalhos, com medidas que permitem efetivos no fim de semana e feriados para 78 novas categorias, ampliação de contratações temporárias e diversos outros ataques, também vai atacar o meio ambiente.

quarta-feira 21 de agosto| Edição do dia

A medida, que teve votos favoráveis de deputados do PDT e do Partido Verde, que de verde não tem nada, permite que sejam feitas espécies de licenças ambientais automáticas, feitas pelos próprios donos de empreendimentos. De acordo com a MP, o próprio empresário receberá um aviso dizendo até quando vai o prazo de resposta do pedido de licenciamento. Segundo o capítulo II, artigo 3º da MP: “transcorrido o prazo fixado, na hipótese de silêncio da autoridade competente, isso importará em aprovação tácita para todos os efeitos, ressalvadas as hipóteses expressamente vedadas em lei”.

Bolsonaro e sua corja anti-ciência, enquanto fazem declarações cínicas e absurdas contra a população, como a de que precisamos “fazer cocô dia sim, dia não” se quisermos preservar o meio ambiente, seguem, por outro lado, aprofundando seus ataques ao meio ambiente e a classe trabalhadora em nome do lucro de grandes empresários e capitalistas.

Com o seu Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, condenado por corrupção por favorecer mineradoras de carvão, em detrimento da devastação de áreas de preservação, vão vendendo a Amazônia e os Parques Nacionais para iniciativa privada e censurando dados científicos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) sobre o desmatamento.

Os resultados diretos dessa lógica predatória dos recursos ambientais em detrimento do avanço do lucro já vem mostrando a cara, como a nuvem de poluição que tornou noite o céu diurno de São Paulo. Para Ricardo Salles é fake news que o fenômeno seja fruto da devastação ambiental, e segundo ele, o "sensacionalismo" atrapalha progresso brasileiro.

É praxes desse governo, atacar seus opositores, negar a ciência e adaptar o discurso a seus propósitos. Ao unificar o Ministério da Agricultura e do Meio Ambiente, e de dar a ruralistas o controle de áreas indígenas que são as áreas onde mais se preservam as matas, o Governo Bolsonaro quer entregar nas mãos do imperialismo norte-americano todos os recursos naturais do Brasil, e facilitar ao máximo a sua exploração de acordo com a sede de lucro dos grandes capitalistas e contra o bem da classe trabalhadora brasileira.




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