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Negras e Negros dão o recado: Rafael Braga deve ser livre ou não haverá paz!!!

terça-feira 25 de abril| Edição do dia

Foto de Capa: Mídia Ninja

Em ato realizado na noite de ontem, 24/04, convocado pela organização da mobilização dos negros contra os ataques de Temer, cerca de 600 negros se organizaram em um ato-vigília pela liberdade imediata de Rafael​ Braga, que foi condenado a 11 anos de prisão por portar pinho sol durante os atos de junho de 2013.

O ato se iniciou com no MASP e encerrou na secretaria dá presidência dá República, que também se localiza na avenida paulista. Convocado por Frente Alternativa Preta,Uneafro-Brasil, Agenda Preta, Movimento Revolucionário de Trabalhadores - MRT,
Marcha Das Mulheres Negras São Paulo, Núcleo de Consciência Negra Na Usp, MAIS, Coletivo de Negros da APEOESP, CONEN, KILOMBAGEM, entre outras entidades.


Foto: Leandro Aguiar

A condenação de Rafael Braga mostra todo o caráter racista da justiça brasileira, que se cala frente aos casos escandalosos de corrupção, desvio de verba pública e, acima de tudo, dos assassinatos policiais, como o caso de Amarildo, Cláudia Ferreira, Luana Barbosa e recentemente de Maria Eduarda.Rafael, que em Junho de 2013 durante as manifestações foi preso por porte de Pinho Sol, enquanto estava em liberdade aguardando julgamento foi abordado por policiais e teve um "flagrante forjado", que envolvia uma quantidade mínima de porte de drogas, que não estavam com o Rafael. Com falas contra a polícia racista, o assassinato dos jovens negros, contra as reformas políticas de Temer e os ataques, negras e negros demonstraram toda sua indignação com a situação vivida pelos negrxs hoje no Brasil.

Débora, do Mães de Maio, abriu as fala as colocando que os negros devem se levantar contra o genocídio cotidiano do estado, mostrando que “os mortos e presos têm voz” e essa é uma voz que não se cala. Marcello Pablito, diretor do Sindicato dos trabalhadores da USP e militante do MRT, colocou que “não será essa justiça racista não irá fazer com os policiais envolvidos nas mortes de Amarildo, Cláudia, Cícera e João Victor paguem por essas mortes, porque essa justiça existe para manter a polícia militar e todos esses políticos corruptos impunes, enquanto os nossos são encarcerados e vão morrer atrás das grades. É preciso falar que muitos se confundem ao falar da Lava Jato, achando que a justiça é neutra e nisso não podemos acreditar”.


Foto: Leandro Aguiar

Houveram também intervenções artísticas durante o trajeto, que reproduziram a prisão de Rafael Braga, além do cotidiano vivido por cada jovem negro nas periferias do Brasil, em que suas vidas estão sempre por um fio, a depender da vontade maldosa de qualquer policial. Sobre isso Lourival Aguiar, metroviário demitido ilegalmente na greve de 2014 do metrô, militante do MRT e integrante da secretaria de Negros do Sindicato dos Metroviários, colocou que “a condenação de Rafael Braga mostra o caráter racista do judiciário brasileiro, que é contra os trabalhadores e contra a juventude negra. Estamos aqui neste ato contra as prisões arbitrárias como a de Rafael Braga mas também contra o assassinato de nossos jovens, como João Victor e Maria Eduarda. Nenhum ataque racista passará”.

Além disso foi colocado que está frente de mobilização está organizando um bloco de negras e negros para a greve geral, que irá se concentrar na praça Benedito Calixto, que fica na região da Faria Lima, às 14h, antes de se unir ao ato que está sendo chamado no Largo das Batata às, 16h, contra os ataques e marcando a paralisação nacional deste dia. Negras e negros devem lutar contra o capitalismo e o racismo desde seus locais de estudo, trabalho e moradia, se colocando contra os ataques e somando forças em uma greve geral que deva ser até a queda de Michel Temer e que leve juntos todos seus ataques.


Foto: Leandro Aguiar

O ato se encerrou em frente a secretaria dá Presidência da República, que já se encontrava cercada de polícias quando os manifestantes chegaram ao local. Foram deixados cartazes e velas em frente ao prédio, além de deixarem claro em várias falas durante o ato que enquanto Rafael Braga não ser libertado, o estado burguês não terá paz.

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