Gênero e sexualidade

MACHISMO

“Não a estupraram? Que pena”, diz vereador Clóvis Bavaresco após assalto de Maria do Rosário

A deputada federal Maria do Rosário teve o carro roubado durante um assalto na noite desta quarta-feira (27), em frente à sua casa, mas não foi ferida e passa bem. Sobre isso, o vereador de Taquari, no Rio Grande do Sul, Clóvis Bavaresco, em suas redes sociais, declarou, fazendo apologia ao estupro e destilando todo seu machismo: “Não a estupraram com violência? Não mataram nenhum parente dela?”, escreveu nas redes sociais. “Que pena! Ela deveria sofrer na carne!”.

quinta-feira 28 de dezembro de 2017| Edição do dia

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), ex-ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, teve o carro roubado durante um assalto na noite desta quarta-feira (27), em frente à sua casa, localizada na Zona Norte de Porto Alegre, segundo informações da Brigada Militar.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da parlamentar informou que o marido da deputada, Eliezer Pacheco, estava junto durante o crime, e nenhum dos dois ficou ferido. Leia a íntegra:

"Informamos que a deputada federal Maria do Rosário e seu esposo, Eliezer Pacheco, foram vítimas de assalto na tarde desta quarta-feira (27), em Porto Alegre.

"Além do carro, foram levados pertences pessoais. O boletim de ocorrência já foi realizado. Brigada Militar e Polícia Civil foram acionados e prestaram pronto atendimento.

"Rosário e Eliezer passam bem."

Diante desse fato, o vereador de Taquari, no Rio Grande do Sul, Clóvis Bavaresco, em suas redes sociais, proferiu sua criminosa opinião sobre o assalto de que foi vítima a deputada federal Maria do Rosário, destilando seu ódio e lamentando que nada de mais grave tenha acontecido à deputada federal: “Não a estupraram com violência? Não mataram nenhum parente dela?”, escreveu nas redes sociais. “Que pena! Ela deveria sofrer na carne!”.

É impressionante e inadmissível que a casta política, totalmente corrupta e a serviço dos interesses dos ricos e empresários, em detrimento das necessidades da população, se sinta à vontade para declarar publicamente tamanho absurdo, conteúdo de ódio, machismo, apologia à violência e ao estupro.

O Estado, os governos, os políticos e os capitalistas não estão preocupados com os direitos e a vida das mulheres. Muito pelo contrário. Com a crise, torna-se evidente que cada direito obtido não é uma conquista perene, mas que está sujeita a cortes e ajustes que imponham os governos e instituições financeiras internacionais. Além disso, quando não se trata de um problema estritamente econômico, os direitos das mulheres são rifados conforme a correlação de forças políticas, já que a crise agudiza a polarização social e isso faz ressurgir com força os setores mais reacionários que expressam seu machismo, xenofobia, homofobia, misoginia etc.

É por isso que se torna tão urgente uma luta de mulheres com centralidade da classe trabalhadora e na luta conjunta dos trabalhadores e demais setores oprimidos para superar a opressão à mulher, e para isso é fundamental questionar as bases do sistema capitalista, que se utiliza das opressões à mulher, aos LGBTs, negros e indígenas para melhor explorar.




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