Política

Para tentar salvar governo Temer deve dar mais poderes ao PSDB

segunda-feira 12 de dezembro de 2016| Edição do dia

Michel Temer para tentar contornar a crise que atinge seu governo com as delações premiadas da Odebrecht, recheada de nomes do governo e onde ele próprio é citado dezenas de vezes, o presidente golpista reagiu negociando com Aécio Neves e Aloysio Nunes e uma maior participação dos tucanos no planalto.

Apos dias cortejando Antonio Imbassahy (PSDB-BA) para a Secretaria de Governo, no lugar de Geddel Vieira Lima, que deixou o cargo em meio a acusações de jogo de influencias para beneficiar seus empreendimentos particulares, a indicação deve mesmo sair no começo dessa semana.

A indicação é fruto de acordos e reuniões do presidente golpista com lideres do PSDB, como Fernando Henrique Cardoso, senadores e deputados.

As negociações para o cargo estavam atravancadas com o incomodo que a possível indicação de Imbassahy causou na bancada do chamado centrão. Temer declarou que a reação não foi contra o nome do tucano, mas como isso poderia influenciar no processo de eleição na Câmara Federal, e que não poderia desagradar o Congresso, já que estão apoiando incondicionalmente os ataques que Temer precisa passar contra os trabalhadores, como a Reforma da Previdência e a PEC 55.

O centrão do Congresso, comporto por PSD, PR, PP E PTB, chegaram a indicar o ex-deputado Sandro Mabel e Jovair Arantes, líder d PTB na Câmara, mas ambas as indicações não avançaram.

Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) irmão de Geddel, também criticou a indicação do tucano Imbasshy, visando as eleições de 2018, já que o cargo o credenciaria a concorrer pelo Senado na BA, onde o pemedebista também disputará.

Mesmo com as reclamações Temer com a indicação de Imbassahy dará mais poderes ao PSDB no governo, para tentar salvar seu governo, impopulare instável.




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