Juventude

Na luta contra as demissões: trabalhadores da PepsiCo são inspiração para a juventude

Como a grande batalha dos trabalhadores da PepsiCo Argentina deve ser uma grande inspiração para a juventude brasileira lutar contra os altos índices de desemprego em nosso país.

Odete Cristina

São Paulo

quarta-feira 2 de agosto| Edição do dia

A luta dos trabalhadores da PepsiCo contra as 600 demissões, na Argentina, vem ganhando uma enorme repercussão. Obrigando inclusive o governo Macri a adiar seus planos de anunciar uma reforma trabalhista, muito parecida com a aprovada no Brasil, conforme teve que reconhecer dos principais jornais burgueses daquele país.

A PepsiCo é a segunda maior empresa alimentícia do mundo, que somente no ano passado ganhou milhões de dólares. E agora decidiu simplesmente fechar essa planta na Argentina, deixando mais de 600 famílias na rua, centenas de trabalhadores que ficaram do dia pra noite sem emprego, em meio a uma das maiores crises econômicas dos últimos tempos. Tudo em nome do lucro dos patrões.

Os trabalhadores de forma muito heroica vem resistindo a esse enorme ataque patronal, ocuparam a fábrica e protagonizaram uma grande resistência contra a forte repressão policial do governo argentino, resistência que repercutiu em todo o país chegando a milhares de pessoas. A partir disso, foi convocada uma jornada nacional em solidariedade aos operários da PepsiCo, que terminou com um ato de cerca de 30 mil pessoas, numa terça-feira qualquer em Buenos Aires.

Após o ato os trabalhadores decidiram democraticamente montar uma tenda em frente ao Congresso. Essa tenda vem sendo repleta de atividades todos os dias, fortalecendo a luta dos operários argentinos e se transformando num pólo de solidariedade e resistência contra as demissões. Como a importante assembleia do movimento NiUnaMenos. Além disso os trabalhadores argentinos vem recebendo apoio de trabalhadores e jovem de diversos países.

A resistência operária que vem se expressando nesse conflito, tem na sua linha de frente as mulheres operárias, conhecidas como as leoas da PepsiCo, que a anos levam a discussão contra o machismo para o interior da fábrica, resultando numa importante paralisação no 8 de março e em diversos combates muito importantes. Essas mulheres guerreiras são expressão de uma forte luta em defesa dos direitos das mulheres, uma luta por nenhuma a menos sem emprego, um exemplo que só reforça a necessidade um feminismo anticapitalista.

Assim como na Argentina, o Brasil hoje conta com um altíssimo índice de desemprego, cerca de 13 milhões de pessoas. Entre os jovens esse índice chega a quase 25% da população. A reforma trabalhista aprovada pelo governo golpista so vai agravar esse cenário de crise e desespero da juventude, aumentando ainda mais os índices de exploração a serviço do lucro dos patrões. Atacando direitos fundamentais, o jovem hoje que já sofre com o desemprego e a precarização, estara condenado a um futuro sem direito algum.

É aí que a resistência operária da PepsiCo se torna um grande exemplo mostrando que por meio da nossa luta organizada junto a classe trabalhadora é possível enfrentar os ataques dos patrões e dos governos, e lutar em defesa dos nossos direitos, contra as demissões e o desemprego. A luta da PepsiCo, tem se mostrado um dos mais importante conflitos onde a classe operária entre em cena pra defender os seus direitos, nos jovens precisamos tomar de forma apaixonada esse exemplo de nossos irmãos Argentinos para dessa forma lutar pelo nosso futuro, contra toda forma de exploração e opressão.

É com essa perspectiva que nós da juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária acompanhamos de forma apaixonada e entusiasmada essa importante batalha dos operários argentinos, buscando tirar as lições necessárias para aqui no Brasil nos enfrentarmos com os ataques de Temer, anulando a reforma trabalhista e derrubado todos os ataques, pois nossas vidas valem mais que o lucro deles. Pois nossa aliança com os trabalhadores é ativa e sem fronteiras.

Juventude Faísca em solidariedade aos trabalhadores da PepsiCo durante o Acampamento 100 anos da Revolução Russa e o comunismo hoje




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