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Na crise econômica mundial os ricos estão cada vez mais ricos

Segundo a Revista Forbes, especializada em classificar as maiores fortunas do mundo, desde o início da crise econômica mundial lá em 2008, aumentou o número de bilionários no mundo e os bilionários aumentaram a sua fortuna.

sexta-feira 28 de agosto de 2015| Edição do dia

Ou seja, a crise é um excelente momento para os bilionários se darem ainda melhor. Segundo a revista, existem em 2015 1.826 bilionários no mundo com uma fortuna 7,05 trilhões de dólares, o equivalente à toda riqueza produzida no Brasil durante três anos seguidos. Luis Barsi Filho, o principal especulador pessoa física da Bolsa de Valores brasileira, disse em entrevista à revista Exame em 2013 que "estava torcendo para a próxima crise chegar".

Da lista de bilionários de 2014 em comparação com a de 2015 o Brasil tem 11 ricaços a menos, são "apenas" 54 agora. Mas a verdade é que as crises econômicas no capitalismo siginficam concentração de riqueza nas mãos de poucos: quem sofre com a crise são os pobres, o povão. Os patrões fazem chantagem com os trabalhadores por causa da crise, dizendo que "se aqui tá ruim na rua desempregado tá pior", e exploram cada vez mais, sugando toda a riqueza produzida por nós.

Pras mulheres isso é ainda pior já que pelo machismo são consideradas inferiores pra a chefia e daí se "justifica" receberem menos e trabalharem em condições piores. Mas isso serve na relação entre os empresários também, onde os patrões mais fortes com o tempo vão engolindo os mais fracos.

O bilionário número do Brasil é Jorge Lemann da AMBEV com uma fortuna de 25 bilhões de dólares. Ele é o ricaço de número 26 no mundo. A AMBEV é conhecida entre os trabalhadores por não pagar PLR. Isto é, o cara mais rico do Brasil se nega a pagar Participação nos Lucros para os trabalhadores, justamente quem faz a fábrica funcionar produzindo os produtos que formam a fortuna desse safado. E é assim em todas as fábricas: os patrões que não trabalham ficam com tudo. Os operários que trabalham muito não tem nada.

Isso é o capitalismo, isto é a luta de classes. Luta entre os peão e os patrão. De uma meia dúzia contra todos. Os patrão não querem ceder um mílimetro e nós também não. E aí, que vamo faze peaozada? Daqui a pouco o salário já não vai chega no fim do mês, as coisa tão cada vez mais cara. E tem muita gente que tá desempregada, mas tá no seguro desemprego. Mas daqui a pouco acaba o seguro e daí? Passou o tempo em que fica grudado nas máquina "suando e vestindo a camiseta da firma" basta, quem não tá indo pra rua tá cada vez com menos direito e benefício.

Na minha empresa tão cortando tudo o que dá, além de demitir o pessoal que ganha mais contratando gente ganhando o piso da categoria. Se a gente não se junta, se organiza, ajuda os colega a toma consciência da nossa situação de explorados e oprimidos e vai pra guerra contra os patrões daqui uns tempos tamo trabalhando por um prato de comida.




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