Juventude

RIO GRANDE DO NORTE

Na UFRN, uma só luta para derrotar Bolsonaro os cortes e a reforma da previdência

terça-feira 14 de maio| Edição do dia

(Reproduzimos o material impresso organizado pelo Esquerda Diário e pela juventude Faísca em Natal - RN)

Nessa quarta-feira, dia 15 de Maio, será o dia em que o movimento estudantil, junto aos professores de todo o país, precisa colocar todas as suas energias nas ruas contra os ataques do governo. Não podemos aceitar que Weintraub e Bolsonaro sigam com suas chantagens e mentiras de que para ter dinheiro para a educação é preciso cortar das aposentadorias e nos obrigar a trabalhar até morrer.

Por isso, em cada curso e escola precisamos batalhar para não separar nossas demandas, que nesse dia 15 não deixemos dúvida que a luta estudantil nas universidades e escolas é contra os cortes à educação e contra a Reforma da Previdência. Nosso futuro não está em negociação: é uma só luta.

É preciso que sejamos nós, os estudantes que decidamos democraticamente os rumos do movimento, para isso precisamos avançar com nossos métodos de auto-organização em cada curso e em cada escola. Só assim podemos evitar que toda essa energia estudantil seja canalizada em acordos pelas costas dos estudantes por parte de qualquer direção.

Um chamado foi aprovado nas assembleias dos estudantes de Ciências Sociais e História da Unicamp e de Artes Cênicas da UFRGS, à criação de um Comitê Nacional dos Estudantes em Luta. Esse chamado tem como proposta a criação de comitês de mobilização nos cursos e escolas e a eleição de delegados nas assembleias que representem a posição dos cursos em um espaço de coordenação nacional das lutas.

As assembleias nos cursos precisam se somar a esse chamado e deliberar sobre a criação de um comitê para seu curso. Para tanto, é preciso exigir do DCE da UFRN, dos grêmios dos IFs, e dos CAs, que se coloquem a disposição dessa tarefa de impulsionar comitês de mobilização nos cursos e assembleias que elejam delegados para essa articulação nacional. Nossa luta não pode parar no dia 15, precisa ser o ponta pé de um plano de luta para derrotar o corte, a Reforma da Previdência e cada ataque de Bolsonaro.

A majoritária da UNE, gestão do nosso DCE na UFRN e da maioria das entidades país afora, é composta pelo PCdoB da UJS, das juventudes do PT e o Levante Popular da Juventude. Hoje, a UNE representa os interesses de partido que entregaram seus votos para a eleição de Rodrigo Maia como Presidente da Câmara.

Mas também dos governadores do Nordeste, como a Fátima Bezerra (PT), que estão negociação com Paulo Guedes o apoio de seus deputados a uma Reforma da Previdência que mantem o aumento da idade mínima e do tempo de contribuição, em troca da ajuda fiscal aos estados.

Nós do Esquerda Diário, junto a juventude Faísca, estamos em campanha para discutir a necessidade da nossa luta pela educação ter claro o repúdio à Reforma da Previdência, como pressuposto para que estejamos de fato ao lado dos trabalhadores nesse momento. Mas também que a saída de fundo para essa situação em que se corta da educação e da aposentadoria para fortalecer os tubarões do ensino privado e garantir os lucros multibilionários dos donos da dívida pública, sobretudo os banqueiros, a necessidade de lutar pelo Não Pagamento da Dívida Pública.

Essa é a única forma de romper com a lógica de que são os trabalhadores e a juventude a pagarem pela crise, e pagar essa conta atacando justamente os lucros dos capitalistas que a geraram, revertendo os mais de R$ 1 trilhão gastos anualmente pagando essa dívida para poder financiar inclusive um outro projeto de educação e de universidade.

Nossa defesa das universidades tampouco pode se dar nos marcos que elas existem hoje. Sabemos que a imensa maioria dos jovens segue sem ter direito ao ensino superior, porque o ENEM é um filtro social. Vamos sim defender as cotas com unhas e dentes, mas também precisamos apontar que são insuficientes. Precisamos de mudanças da raiz, não é possível que campi sigam sem residências e R$ 400 seja o valor de bolsas de permanência. A educação deveria ser um direito de cada qual que quisesse acessá-la, por isso defendemos o fim do vestibular e a estatização das universidades privadas, basta de endividar a juventude para enriquecer os tubarões do ensino.

GRUPO DE ESTUDOS "ARMAS DA CRÍTICA"

Na sessão dessa sexta-feira, 17, debateremos o "Manifesto do Partido Comunista" de Karl Marx no Setor 2 da UFRN, às 13H30 na sala H3




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