Gênero e sexualidade

UMFG TAMBÉM SE GRITA: "MARIELLE PRESENTE!"

Na UFMG, estudantes discutem Marielle e preparam um bloco para tomar as ruas por ela e por Edson Luíz

terça-feira 27 de março| Edição do dia

A atividade foi um espaço para que os presentes colocassem a própria perspectiva do que significa o assassinato de Marielle. De impotência a ódio, as visões se confluem na conclusão de que não lutar não é opção, principalmente para a juventude, os explorados e oprimidos, e a universidade precisa ser parte dessa luta. Hoje os estudantes se juntam ao ato convocado pelo PSOL, às 17h na praça Afonso Arinos.

Ontem, estudantes de diferentes cursos da UFMG se reuniram no Instituto de Ciências Biológicas para a roda de conversa “Fazer a terra tremer por Marielle”, organizada pelo grupo de mulheres Pão e Rosas, juventude Faísca, grupo de negros e negras Quilombo Vermelho e Esquerda Diário. Houve ainda a participação de Flávia Valle, professora em greve e militante no Pão e Rosas e do grupo de professores Nossa Classe Educação, que contribuiu com a visão dos trabalhadores que hoje lutam em MG.

A atividade, feitas as discussões e reflexões, leva à conclusão de que é preciso tomar as ruas por Marielle e contra a intervenção federal no RJ. E que é preciso que a juventude universitária apoie cada iniciativa dos trabalhadores em greve, pois esse é o caminho para fortalecer as lutas, que no fim são uma só. Hoje, os estudantes preparam um bloco para se somar ao ato por Marielle e Edson Luíz, secundarista que há 50 anos, durante a ditadura militar, foi assassinado por lutar.

Marielle não era apenas mulher e negra. Era uma vereadora de esquerda, que defendia grandes ideias. Por ela e todas as mulheres, jovens, negros, favelados e trabalhadores que morrem nas mãos da polícia – situação que claramente se agrava com a intervenção federal imposta pelo golpista Temer no RJ – e por todos os que lutam e lutaram como Edson Luíz, enfrentando a perseguição do Estado, é preciso fazer a terra tremer.

O Esquerda Diário se coloca a serviço dessas lutas, como tem feito desde o assassinato de Marielle e também acompanhando a greve dos professores do Estado de MG. Os estudantes presentes na roda de conversa "Fazer a terra tremer por Marielle" também mostraram disposição para transformar a tristeza em luta. Mas para que a UFMG seja realmente parte de massificar as lutas, os D.A.s, C.A.s e o DCE devem organizar os estudantes para estar junto aos trabalhadores. Essa tarefa também cabe à União Nacional dos Estudantes, que deveria estar em todas as escolas e universidades do país, promovendo reuniões e assembleias para tomar as ruas por Marielle.




Tópicos relacionados

Marielle Franco   /    Pão e Rosas   /    UFMG   /    Movimento Estudantil   /    Gênero e sexualidade

Comentários

Comentar