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Na Argentina, massiva #MarchaFederalEducativa na Praça de Maio

Com uma adesão de 90% em todo o país, sindicatos de professores de todos os níveis marcharam em reivindicação de salários, uma comissão nacional e contra o FMI. A marcha aconteceu nessa quarta (23).

sexta-feira 25 de maio| Edição do dia

Segundo informações coletadas pelos sindicatos, a adesão à paralisação dos professores nacionais é de cerca de 90% (o governo, como é costume, diz que só parou 30%).

As consignas com as quais convocou a liderança de Ctera e outros sindicatos de educação pública e privada para a #MarchaFederalEducativa são "Salários dignos", "Comissão Nacional de Professores" e "Não ao FMI". Entre os convocadores, além do Ctera, estão Sadop, a Confederação Nacional de Professores Universitários (Conadu), a Federação de Professores de Universidades (Fedun), a Federação de Educadores de Buenos Aires (FEB). Havia também delegações de estudantes secundários e universitários.

No palco localizado em frente ao Cabildo, falaram, entre outros, Sonia Alesso (Secretária Geral do Ctera), Eduardo Lopez da UTE, Marcelo Guagliardo da ATEN Roberto Baradel de Suteba, Mirta Petroccini da FEB. Também tomou a palavra Roberto Pianelli, dirigente da Associação Sindical dos Trabalhadores do Metrô e Pré-metro (ASTMeP), que saudou a luta dos professores.

Todos os discursos expressaram uma rejeição das políticas educacionais e econômicas realizadas pelos governos nacional e provincial e reivindicaram a jornada de luta dos professores com paralisação em todo o país. No entanto, os dirigentes sindicais não mencionaram novas medidas de força e muito menos fizeram referência à necessidade de uma paralisação nacional de toda a classe trabalhadora.

Desde a manhã foram chegando colunas de delegações docentes de todas as províncias e sobre as 15 horas foram se concentrando na Praça de Maio.

Suteba (Província de Buenos Aires) e ATEN (Neuquén) lideraram a maior coluna, que partiu de Avellaneda ao meio-dia e chegou à Praça de Maio na hora de iniciar o ato central. Vale lembrar que os professores de Buenos Aires completam o segundo dia de paralisação, no marco das comissões em que a governadora María Eugenia Vidal quer impor um aumento bem abaixo da inflação.


Foto Osiris Martí

A Corrente Nacional 9 de abril e a Associação de Professores Marrons (promovida pelo PTS na Frente de Esquerda) realizaram desde o início da manhã um corte no Obelisco para expressar a solidariedade docente nacional com a luta dos trabalhadoras e dos trabalhadores do educação de Neuquén e contra a repressão sofrida pelos trabalhadores do metrô de Buenos Aires ontem.

A corte contou com a presença de uma delegação de professores de Neuquén, que realizaram mais de 45 dias de greves em reivindicações salariais e em defesa da educação pública.

Os professores de Marrom (membros do Movimento dos Grupos de Classe) reuniram-se em uma coluna independente com professores de todo o país na marcha federal no marco da paralisação de sucesso, exigindo de Sutbe e Ctera um plano de luta e paralisação nacional junto ao conjunto dos setores.

"Não ao pagamento da dívida, que esse dinheiro se destinado à educação, saúde e salários. No repudio ao acordo de Macri com o FMI, os ajustes, a desvalorização e o tarifaço. Que a crise seja paga pelos empresários, proprietários de terras e banqueiros, não o povo trabalhador", disseram desde Marrom.


Foto Osiris Martí


Foto Osiris Martí


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