Gênero e sexualidade

ATO CONTRA FEMINICÍDIO

Mulheres vão as ruas de Santo André exigir justiça para Gabrielly

Nesta quarta-feira (11), a família de Gabrielly Dias junto a amigos, organizações de mulheres, coletivos de juventude e a subsede do Sindicato dos Professores de Santo André realizaram um protesto contra o feminicÍdio e exigindo que Gabrielly fosse reconhecida como vítima da violência machista.

Virgínia Guitzel

ABC Paulista | @virginiaguitzel

quarta-feira 11 de janeiro| Edição do dia

O protesto convocado pelo Facebook se reuniu as 15 horas em frente ao Fórum onde estava o juiz que julgará o caso, que não foi relacionado a violência a mulher, mas registrado como "homicídio por motivo fútil". A Professora Maíra Machado que também convocou em sua página a manifestação, escreveu com indignação: (...) "O caso de Gabrielly não é diferente. Mesmo já não tendo uma relação amorosa com Anderson Silva dos Santos, seu assassino acreditava que Gabrielly lhe pertencia e por isso a despiu antes de matá-la, para averiguar se a mesma tinha tido outras relações sexuais. Uma visão doentia e possessiva que é decorrente deste pensamento patriarcal onde as mulheres são propriedades que só servem para satisfazer os homens, e quando já não os satisfazem, nos cobram com a vida."

Professores da aluna e o sindicato dos professores estiveram presente demonstrando sua indignação com cartazes que diziam "Nenhuma morte mais! A cada 90 minutos uma mulher é assassinada. Chega de Feminicídio! O machismo mata! Basta do discurso de ódio contra as mulheres". Os amigos da escola e do trabalho junto a mãe de Gabrielly chegaram com camisetas que pediam justiça para a jovem.

Michelle Vitória de Souza, amiga há 12 anos de Gabrielly, disse que esperava que fosse bem julgado o caso, "porque não foi uma coisa atoa, foi macabro... é ridículo... porque não foi motivo fútil..." Quando perguntada sobre o que acreditava que poderia ser feito para lutar contra a violência contra a mulher, respondeu "divulgar o máximo possível, divulgar pro pessoal ficar sabendo que tem saída , tem como conversar com as outras pessoas pra ter ajuda.

O ato que saiu do Fórum da Prefeitura de Santo André percorreu a rua Elisa Flaquer e encerrou na Oliveira Lima com panfletagens denunciando a situação de violência contra as mulheres e falas de diversas ativistas.




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