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MARIELLE FRANCO

Movimento negro de SP reúne centenas para lutar por Justiça para Marielle, Fora tropas do RJ e pelo fim do genocídio ao povo negro

Reunião do movimento negro contou com 300 pessoas para organizar ações de justiça por Marielle

segunda-feira 26 de março| Edição do dia

Na noite da última quinta-feira, dia 22 de março, ocorreu na Casa do Professor uma reunião convocada por diversas entidades, grupos e Coletivos do movimento negro para debater um plano de medidas de mobilização que desse continuidade aos atos de rua e à enorme comoção nacional gerados pela terrível execução de Marielle Franco, vereadora do PSOL assassinada no dia 14 de março.

A reunião contou com centenas de pessoas de mais de 30 grupos, coletivos e entidades do movimento negro como Marcha das Mulheres Negras, Movimento Negro Unificado (MNU), o Núcleo de Consciência Negra da USP, a Frente Alternativa Preta, o coletivo Força Ativa, Kilombagem, Uneafro, Educafro, UNEGRO, CONEN, Quilombo Vermelho e setores independentes, além de mídias que tratam das demandas negras como Alma Preta, Geledés, Agenda Preta, e a Rede de proteção e resistência contra o genocídio, entre outras.

Depois da abertura, ocorreu uma rodada de intervenções e, entre várias medidas de mobilização que incluem participação nos atos já agendados, seminários sobre o genocídio e contra a intervenção federal, apresentações artísticas e rodas de conversa, foi votado um ato no dia 31/03, dia em que ocorre o Cordão da Mentira, denunciando a Ditadura Militar no Brasil e o chamado a que as centrais sindicais organizem uma Paralisação Nacional e um ato de rua exigindo justiça por Marielle, Fora tropas do Rio de Janeiro e pelo fim do genocídio do povo negro para o dia 13/04, um dia antes de completar 30 dias do assassinato de Marielle.

O Quilombo Vermelho esteve presente defendendo que tomemos as ruas por Marielle, que batalhemos por uma comissão de investigação independente do Estado e dos assassinos e colocando na ordem do dia o grito de fora intervenção federal.

Lourival Aguiar, membro da Secretaria de Negros do Sindicato dos Metroviários e integrante do Quilombo Vermelho declarou que “É urgente que a CUT e a CTB coloquem seu peso a serviço da mobilização, organizando assembleias nos locais de trabalho para construir a proposta aprovada de uma paralisação nacional no dia 13 de abril unificando todos que saíram nas ruas nessa ultima semana para derrotar as medidas golpistas, como os professores de São Paulo.”

Jenifer Tristan, integrante do grupo de mulheres Pão e Rosas e do Quilombo Vermelho defendeu a necessidade de uma comissão de investigação independente pois “nossa luta por justiça, não pode confiar na polícia e suas investigações, pois a própria policia tem relações com o crime organizado e sabemos que o Estado é responsável pelo assassinato de Marielle. Somente uma investigação independente pode garantir uma apuração da verdade e encontrar os culpados, não somente os executores, mas os mandantes desse crime político.”

A próxima reunião para debater a continuidade deste plano de mobilização ocorrerá nesta quinta feira dia 29 de março às 18h, em local à definir.

Veja a declaração do Movimento Revolucionário de Trabalhadores aqui.




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