Mundo Operário

CONGRESSO DOS TRABALHADORES DA USP

Movimento Nossa Classe no Congresso dos Trabalhadores da USP

quinta-feira 30 de abril de 2015| Edição do dia

O Congresso dos trabalhadores da USP acontece de 27 à 30 de abril e é um espaço importante onde se organiza a política para o sindicato no próximo período. O Movimento Nossa Classe, que surgiu a partir da combativa e vitoriosa greve do ano passado, levou sua contribuição.

Para os trabalhadores do MNC a tradição do Sintusp de democracia operária, combatividade e não corporativismo deve ser reconhecida e aprofundada, assim levantam as propostas de proporcionalidade na gestão da entidade, uma forma política de organização que permite a mais profunda democracia onde todas as posições podem se expressar e ser testadas na prática da direção do sindicato.

Outras duas propostas são a rotatividade na diretoria e diretoria executiva do sindicato (diretores sindicais que são liberados do trabalho). As propostas são formas de garantir sempre a renovação na diretoria do sindicato, e a formação de mais trabalhadores como dirigentes, uma maior proximidade entre diretoria e base e ao mesmo tempo em que evita privilégios e acomodações. “Essas medidas são para evitar a burocratização dos sindicatos, como acontece com a CUT e CTB que se renderam ao governo e suas políticas e hoje servem para desorganizar a luta dos trabalhadores. Os sindicalistas das centrais patronais como UGT e Força Sindical vivem com imensos privilégios que os fazem garantir os interesses dos patrões e traírem a classe” disse Pablito Santos, demitido político e diretor do Sinstusp.

A defesa dos demitido políticos e a constante luta contra a terceirização, que já são tradição do Sintusp, devem se aprofundar, garantindo que o demitido político seja mantido pelo sindicato enquanto a luta por sua readmissão ainda existir e que os trabalhadores terceirizados que se filiem ao sindicato possam contribuir com uma quantia simbólica mensalmente.

Todas essas propostas caminham no sentido de incentivar os trabalhadores a serem cada vez mais sujeitos de sua luta e enxergar o sindicato como ferramentas da luta revolucionária pelo fim de toda exploração e opressão, e como escolas para os aprenderem a dirigir uma nova sociedade. Isso só poderá acontecer ligando as tarefas específicas de cada local de trabalho às grandes tarefas políticas do país.

Que os sindicatos organizem o conjunto dos trabalhadores, efetivos, ou precários e tenham total independência política e financeira em relação ao Estado, aos governos e instituições burguesas. Por sindicatos que não defendam somente os interesses de uma categoria, mas de todos os setores explorados e oprimidos da população, das mulheres, dos negros, das LGBTs e que o internacionalismo e solidariedade às lutas dos trabalhadores independentemente da sua nacionalidade se tornem reais na luta.

Da Redação.




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