Educação

CORTES NA EDUCAÇÃO

Mobilização estudantil obriga UFPI a se posicionar sobre Future-se e recentes cortes do MEC

A UFPI, com a pressão dos estudantes, faz com que a burocracia universitária aceite o chamado de assembleia geral para a próxima segunda-feira (09) para que toda a comunidade universitária possa se manifestar a respeito do programa de precarização e privatização da educação pública, o “Future-se” de Weintraub e Bolsonaro.

quarta-feira 4 de setembro| Edição do dia

Na tarde de segunda-feira (02), estudantes da Universidade Federal do Piauí (UFPI) realizaram ato no conselho universitário da universidade, no campus Petrônio Portela, Teresina, enquanto ocorria a reunião deste conselho, chamada pelo reitor Arimateia Dantas Lopes, para a deliberar a respeito da adesão ou não à proposta do Ministério da Educação e Ciência (MEC) do programa “Future-se”.

Segundo Portal o dia o reitor já havia agendado a reunião com o conselho, para discutir e analisar as informações levantadas por professores de Economia e Direito, que constituíram um grupo de trabalho para a análise das diretrizes da proposta do Future-se.

Após resolução tirada no ato, os estudantes participaram da reunião do conselho e nesta apresentaram a exigência de um posicionamento da Reitoria e do Conselho Universitário pela rejeição do projeto Future-se. Nesta reunião foi tirado como encaminhamento a realização de uma assembleia geral, no próximo dia 09 (segunda-feira), para que haja uma participação da comunidade geral da universidade nesta decisão e ver os próximos passos a serem realizados.

A UFPI integra a lista de dezenas de universidades que rejeitam o projeto privatista da educação pública pelo governo de Bolsonaro, que vem precarizando o ensino e a pesquisa, com os cortes nas questões financeiras para exportar nossas riquezas através do pagamento da dívida pública. A educação vem sendo um dos flancos de ataque do governo aos jovens e trabalhadores, que terão que escolher entre estudar ou morrer trabalhando.

É preciso, urgentemente, fortalecer e massificar a mobilização nas universidades, sobretudo federais, unindo graduandos, pós-graduandos, trabalhadores e professores de todo o país, organizando assembleias, plenárias e reuniões para construir um forte plano de lutas comum. A UNE, que dirige milhares de DCEs e CAs dessas universidades, convocou um ato no dia 7 de setembro, um sábado de feriado nacional, para dizer que não está aceitando a derrota do movimento estudantil. Mas onde estão os chamados de assembleias gerais e reuniões de base em cada curso? Os estudantes da UFPI e da UFSC mostram a necessidade de superar, pela esquerda, com os métodos de luta dos trabalhadores, as burocracias acadêmicas e do movimento estudantil que barram e separam as lutas contra os ataques do governo reacionário e lambe botas imperialistas. Precisamos mobilizar, de fato, e de forma unificada, toda a comunidade universitária e a população contra estes ataques, colocando na rua os milhões de estudantes e trabalhadores afetados por essa medida.

A UNE e a CUT precisam mobilizar, de fato, os estudantes e trabalhadores, criando uma coordenação nacional das escolas mobilizadas e organizando grandes assembleias nas universidades para derrotar o cortes do MEC e o projeto Future-se.




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