Reforma da previdência

Ministros de Bolsonaro deixarão cargos para votar a nefasta Reforma da Previdência

Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura), Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e Osmar Terra (Cidadania) podem reassumir os mandatos de deputados na Câmara para votar na reforma da previdência. Onyx afirmou que “faz questão” de dar seu voto a favor da reforma.

segunda-feira 8 de julho| Edição do dia

Os ministros devem reassumir seus mandatos da na câmara nesta terça-feira depois de publicação no diário oficial de um afastamento temporário de seus ministérios.

"Os ministros que têm mandato já estão liberados para participar da votação. O presidente entende que a presença deles em plenário há de reforçar a presença do governo em plenário no sentido de que a voz da Presidência é essencial para o futuro do nosso país", disse o porta-voz do governo Rêgo Barros.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que "faz questão" de dar o seu voto a favor da reforma da Previdência no plenário da Câmara. Nesse caso a volta do ministro para o posto na câmara não tem diretamente relação com a garantia de mais um voto a favor da reforma por que seu suplente na câmara, o deputado Marcelo Brum (PSL-RS), já tem deixado bastante clara sua posição a favor da reforma. Onyx volta para a câmara por seu puro reacionarismo, “fazendo questão” de marcar sua posição contra o futuro da aposentadoria dos trabalhadores.

No caso dos outros ministros a volta parece ter também a intenção de garantir a votação a favor da reforma por que os suplentes dos respectivos ministros ainda não se pronunciaram claramente contra ou a favor da reforma.

No caso de Tereza Cristina, a suplente é a deputada Bia Cavassa (PSDB-MS). No Placar da Previdência, feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, a parlamentar não foi encontrada para informar sua posição sobre a reforma. Ela também não fez publicações sobre o tema em suas redes sociais.

O substituto do ministro Marcel Álvaro é o deputado Enéias Reis (PSL-MG), seu correligionário, que também aparece entre os que não foram encontrados para falar sobre sua intenção de voto.

Embora tenha sido eleito deputado federal na última eleição, o ministro Osmar Terra (Cidadania) não deve deixar o mandato nos próximos dias. A avaliação é de que o seu suplente, Darcísio Perondi (MDB-RS), é "voto fechado" a favor da reforma.

Outra questão importante nesse reposicionamento dos ministros de Bolsonaro marcando presença na votação pode estar na relação com a câmara e Rodrigo Maia, que nos últimos movimentos tem feito questão de mostrar que a articulação para a aprovação da reforma não tem passado pelas mãos do governo. A volta dos ministros pode ser uma tentativa de relocalizar o governo como protagonista da aprovação da reforma.




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