Sociedade

AQUECIMENTO GLOBAL

Ministro do Meio Ambiente corta 95% da verba destinada ao combate de mudanças climáticas

Enquanto cientistas de todo o mundo alertam para a urgência do combate e reversão do aquecimento global, o governo Bolsonaro, que já negou existência do aquecimento global, chamando de “invenção marxista”, retira verbas destinadas a combater mudanças climáticas.

quarta-feira 8 de maio| Edição do dia

Foto: Jorge William

Na defesa de que os grandes capitalistas possam explorar ao máximo os recursos do país, o ministro do Meio Ambiente realizou um corte de 95% do orçamento da pasta que é destinada para políticas sobre mudanças climáticas no Brasil. O corte da pasta está ligado com a ideia inicial de Bolsonaro de retirar o país do Acordo de Paris, que colocaria alguma limitação à destruição ambiental, demonstrando a sua total submissão ao governo de Donald Trump.

Ainda que Bolsonaro tenha desistido da saída imediata do Acordo, a política sobre mudanças climáticas do meio ambiente é a mais atingida da pasta do Meio Ambiente, perdendo 95% dos R$ 11,8 milhões que o programa tinha em verbas. Ao todo, a pasta perdeu R$ 187,4 milhões, 22,7% do valor total.

Enquanto o governo de Jair Bolsonaro realiza esse corte que praticamente extingue qualquer política ligada ao clima, realizando um ataque imenso contra o meio ambiente, a própria ONU divulga um relatório científico que aponta que milhões de espécies pode ser extintas por conta do aumento da temperatura global e degradação do planeta causadas pela ganância capitalista.

O apoio à política de redução nacional de resíduos sólidos também sofreu cortes. O programa sofreu um corte de R$ 6,4 milhões dos R$ 8,1 milhões que tinha. Já em relação à politica de prevenção de incêndio, teve um corte de 38,4% da pasta.

Mal fundamentado em teorias absurdas, como do ministro das Relações das Exteriores que já afirmou que a teoria do aquecimento global é “uma invenção marxista”, o governo de Jair Bolsonaro dá mostras claras de que está disposto, também na questão ambiental, a transformar o Brasil ainda mais em um quintal do imperialismo, uma fazenda onde os grandes capitalistas podem fazer o que bem entenderem, explorando ao máximo as riquezas nacionais.

Para além de transformar o país num quintal do imperialismo, um dos objetivos do governo em realizar este ataque é beneficiar o agronegócio e os poderosos latifundiários, que invadem terras indígenas e quilombolas, perseguindo e matando em nome do lucro, atuando também contra o movimento sem terra. Assim como na reforma da previdência, feita para roubar a previdência do povo trabalhador e enriquecer ainda mais os banqueiros, as medidas de Bolsonaro visam sempre os lucros de uma minoria contra a maioria da população, que sofre com as enchentes, secas e com outros efeitos da degradação do clima.




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