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LOTAÇÃO DE HOSPITAIS EM MG

Minas: hospitais para tratamento do COVID-19 em BH tem 100% dos leitos de UTI ocupados

Minas Gerais que nesta terça feira (29), chegou a 45.001 casos confirmados com 5.374 casos somente na capital mineira começa a apresentar colapso no sistema de saúde pública do estado.

quarta-feira 1º de julho| Edição do dia

Imagem: Reprodução/ G1

Segundo os dados oficiais a taxa de ocupação geral dos leitos de terapia intensiva em Minas Gerais chega a 87,65% no estado, contudo, isso não determina a gravidade da saúde no estado, há possibilidade de mortes por falta de atendimento especializado. Belo Horizonte apresenta uma situação bem grave, já apresentam fila de pacientes aguardando transferência e hospitais de referência com todos os leitos de terapia intensiva ocupados.

De acordo com o último boletim epidemiológico da prefeitura de Belo Horizonte, apresentado nesta segunda-feira (29), a ocupação de leitos de terapia intensiva para pacientes com Covid-19 era 87%. A taxa de ocupação geral para este tipo de leito era de 88%. Mas os números não expressam a realidade que a população mineira vem passando, há diversos relatos de casos graves aguardando vagas de terapia intensiva em Unidade de Pronto Atendimento (UPA), serviços estes que não tem condições estruturais para internação de pacientes e muitos dos hospitais especializados sequer tem leitos para receber esses pacientes.

Dentre os hospitais sem leitos, está o Eduardo de Menezes, é administrado pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) e é um dos serviços de referência em atendimento para doenças infectocontagiosas no estado de Minas. Está com os 36 leitos de UTI que possuem ocupados por casos de COVID-19.

Situação semelhante encontra o Hospital Santa Casa BH, mesmo tendo quase o dobro de leitos de UTI para pacientes com a doença, 60 no total, também está sem vagas. A instituição ainda conta com 158 leitos de enfermaria, que estão próximo ao esgotamento, com 92% de ocupação.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde desde março, o número de leitos subiu de 196 para 1.099, porém esse número já se mostra insuficiente para responder a demanda que só tende a crescer no Estado. Minas tem um número bem menor de casos confirmados e um certo retardo do ápice da contaminação se equiparado com outros estados do país, principalmente do sudeste como RJ e SP, mas nem mesmo a gravidade da situação encontrada nos estados vizinhos que já enfrentam meses de aumento vertiginosos dos casos foi alerta para que o estado garantisse medidas para uma quarentena racional, e melhora das condições da saúde do estado.

Pelo contrário, Alexandre Kalil e Romeu Zema demonstram que não estão preocupados de fato em salvar a vidas. Não é de hoje que precarizam a saúde pública, cortam direitos e benefíciosdos trabalhadores da saúde, não garantem EPIs e testes massivos e são responsável por todas as mortes e aumento da contaminação que só tende aumentar no estado.




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