Gênero e sexualidade

PARADA LGBT 2017

Milhões de pessoas ocupam a Paulista contra a LGBTfobia e pelo Estado Laico

Neste último domingo (18), ocorreu a 21ª edição da parada LGBT com o tema “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado laico”. Fomos mais de 3 milhões de pessoas com horrores de gliter e muito charme, lacração e energia que marchamos com orgulho pela Separação da Igreja do Estado e pelos nossos direitos e a vida.

Virgínia Guitzel

ABC Paulista | @virginiaguitzel

segunda-feira 19 de junho| Edição do dia

Desde manhã, em todas os pontos de ônibus, trens e metros, o gliter tomou São Paulo. Roupas extravagantes, risadas altas e muito pajuba mostravam que existimos e sabemos divar. Apesar da cotidiana violência e retirada de direitos, saímos as ruas para mostrar que muito longe de uma pequena minoria, somos milhares de LGBT, estamos por toda a parte, e reunimos conosco outros tantos milhares para apoiar nossa luta.

Com 19 trios elétricos, era impossível negar a força que temos quando saímos as ruas para gritar pelos nossos direitos. Com muita música, artistas reconhecidos como Anita, Pablo Vitar, Daniela Mercury se apresentaram. A Parada que teve início ao 12:30, saiu da Avenida Paulista e desceu a Rua da Consolação, terminou no Vale do Anhangabaú.

Entre os manifestantes além do tema do Estado Laico, houve inúmeros cartazes em homenagem as vítimas do atentado de Orlando que completou um ano neste mês, repúdio aos campos de concentração na Chechênia, contra o Temer golpista e os políticos como Bolsonaro, Silas Malafaia e Feliciano que discursam abertamente com ódio contra nossa existência.

Bloco pela Greve Geral atraiu muita simpatia



O bloco LGBT pela Greve Geral convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP, pela Juventude Faísca, o grupo de mulheres Pão e Rosas, o Movimento de tralhadores Nossa Classe e o Coletivo Prisma da UFABC marcou presença com linda faixa que dizia para tomarmos em nossas mãos a greve geral do próximo dia 30.


Com cartazes que pediam um novo StoneWall, o bloco atraiu centenas de pessoas que tiravam fotos, usavam os cartazes para demonstrar que as LGBT são parte da classe trabalhadora e estão dispostas a lutar pelos seus direitos e contra este governo golpista.



Diana Assunção, dirigente do Movimento Revolucionário de Trabalhadores, esteve presente na Parada LGBT e comentou ao Esquerda Diário: "Vim aqui na parada LGBT junto ao bloco dos trabalhadores da USP e da juventude Faísca para fortalecer a luta contra toda a forma de opressão. É muito lindo ver tantas cores e a alegria contagiante que é sair as ruas com tanto orgulho, ainda mais sabendo que vivemos tristemente no país que mais assassina pessoas trans e é recorde de violência contra lésbicas e homens gays. Aqui também trouxemos nossa campanha nacional "Tomar a greve geral em nossas mãos", pois acreditamos que a classe trabalhadora pode apresentar uma saída de fundo para o problema das opressões. Se tomarmos a greve geral em nossas mãos podemos impor uma Constituinte que possa pautar de forma séria as leis em defesa da identidade de gênero e contra a violência LGBTfobia que nunca fizeram parte da atual Constituição de 88 e foram abandonadas pelo PT nos seus 13 anos de governo e que agora os golpistas querem enterrar de vez".

A Professora Maíra Machado, do grupo de mulheres Pão e Rosas também declarou "Estar ao lado dos meus camaradas que lutam incansavelmente todos os dias contra a violência, a repressão sexual e da identidade de gênero, mas que veem a vida de forma bela e lutam com todas suas forças para permitir que possamos todos vivê-la plenamente é um grande orgulho. Este é o sentido de estarmos hoje aqui e em todas as manifestações que exigem direitos. Estamos sempre lado a lado dos que mais sofrem com o capitalismo e sei que estaremos também lado a lado para destruir este sistema e construir uma nova sociedade. Junto com alunos, professores e outros trabalhadores seguimos nos nossos locais de trabalho este combate. Por nenhum LGBT a menos!"




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