Política

MÍDIA GOLPISTA

Mídia noticia grupinhos contra a greve e passa ridículo frente a força do dia 28A

Enquanto o dia 28A vem ganhando dia a dia maiores proporções com categorias aderindo a greve e um clima de luta se alastrando pelo pais. A mídia tenta de tudo para desmoralizar o movimento, contudo longe de obter qualquer sucesso, vem sim passando o ridículo. O jornal Estadão soltou nota sobre “a grande noticia” de uma carta de 13 estudantes contra a greve de seus professores, tentando se apoiar em uma minoria ínfima de direita, enquanto milhares de trabalhadores e jovens mostram sua força organizada contra a reforma da previdência.

quinta-feira 27 de abril| Edição do dia

Segundo o jornal Estadão um grupo de 13 alunos do Colégio Santa Cruz, em São Paulo, publicou uma carta aberta contra um manifesto divulgado pelos professores da escola em adesão à greve geral em protesto contra as propostas de reformas trabalhista e previdenciária do governo Temer. Um claro setor minoritário no próprio colégio, quem dirá frente as diversas de categorias que estão aderindo a paralisação. A partir desse exemplo de um setor de direita de jovens o jornal busca tanto tentar colocar a ideia de que a juventude esta contra a greve, como criar uma opinião de que a paralisação é prejudicial e desnecessária.

A mídia que apoiou o golpe e as medidas reacionárias do governo Temer, como a reforma da previdência e trabalhista, esta desesperada para tentar reverter a opinião pública contra a greve. Sabendo que ampla maioria da população é contra a reforma da previdência e a favor das mobilizações dos trabalhadores e da juventude.

O colégio onde os alunas estudam divulgou uma nota informando que os professores decidiram em assembleia aderir à paralisação. “Apesar de não apoiarmos a decisão, resguardamos o direito constitucional à greve. Programaremos a reposição das atividades previstas para esse dia, em que as aulas serão suspensas.” Claramente os empresários da educação não apoiam a greve, que no caso das escolas particulares é um fato novo a adesão, mostrando também a amplitude do dia 28.

Na carta aberta, endereçada aos professores, os alunos dizem que acreditam “que o posicionamento contra a reforma da Previdência seja profundamente equivocado”. Para eles, a decisão “passa ao largo das questões centrais envolvidas, apelando para noções generalistas de ‘justiça social’. Pauta-se em um maniqueísmo exacerbado e parte, desde a primeira linha, do pressuposto de que as reformas são ruins para o País e, especialmente, para os mais pobres. Essa forma de pensar apenas simplifica e empobrece o debate”, diz a carta.

Para os alunos, “ir contra a reforma da Previdência é também defender que um funcionário público continue recebendo em média três vezes mais que um trabalhador regular”, e que “a média de aposentadoria no Judiciário, de R$ 25,7 mil, não seja alterada.”

Claramente os alunos fazem do mesmo discurso do governo e da mídia, que defende os privilégios de uma minoria, que nem trabalha e nem precisa se preocupar com a previdência. Como a corja de políticos corruptos que vivem de luxos e benefícios, ou o judiciário com seus supersalarios, e nem falar na camada de patrões e empresários que vivem do lucro da exploração do trabalho. Um deles como o atual prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB).

Os alunos e o Estadão ignoram a profunda desigualdade social fruto do capitalista e da exploração, falam em “maniqueísmo”, para ignorar a divisão de classes da sociedade, onde não se trata de bom ou mal, mas sim dos trabalhadores lutando pelos seus direitos contra a burguesia que vive de luxos, viagens, enquanto destrói o ambiente e quer obrigar milhões de trabalhadores a viver de forma mais precária. Tudo para expandir seus lucros.

O texto também tenta responder um país que desde Junho de 2013 viu sua juventude se levantando e defendendo as demandas sociais, e que agora pode confluir com os trabalhadores, e se tornar uma força muito superior. Contra isso que o Estado, aliado dos empresários, tenta se colocar. Contudo suas tentativas mais do que falidas, se mostram ridículas frente a força que os trabalhadores já estão mostrando.




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