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Metroviários se manifestam contra o despejo do SINTUSP

sexta-feira 6 de janeiro| Edição do dia

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo se declarou, em nota, contra a ordem de despejo do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) e pela defesa do direito à organização sindical. O SINTUSP foi surpreendido ao final do ano passado, por uma ordem de despejo de sua sede que se localiza no Campus Butantã da USP. Este é um grande ataque à organização sindical feito pela reitoria da USP que é sem precedentes na história da Universidade, já que desde que o Sindicato foi criado sua sede se localiza no terreno da USP e neste mesmo local. Isto mostra como o único objetivo do Reitor é atacar a organização dos trabalhadores da Universidade.

Na última semana, a reitoria da USP foi mais longe e chamou a Polícia Militar armada com armas de fogo, para dentro da Universidade, para garantir a instalação de grades de ferro ao redor do Sindicato. O ataque ao SINTUSP, sindicato forte e combativo, conhecido por se enfrentar com a Reitoria e o governo, é um ataque a organização de todos os trabalhadores. O Esquerda Diário coletou declarações de diretores sindicais metroviários em apoio ao SINTUSP e abaixo reproduzimos o recente manifesto lançado pelo Sindicato dos Metroviários.

Carla Carvalho, diretora sindical da Linha 2 – Verde e operadora de trem afirmou que “o ataque da reitoria da USP ao Sindicato dos Trabalhadores da USP é um ataque a toda a classe trabalhadora! Em um momento político em que os trabalhadores estão tendo seus direitos cada vez mais suprimidos, resistir é imprescindível. Não podemos permitir que o SINTUSP seja despejado! Mais do que nunca trabalhadores da USP, metroviários, professores, bancários e as demais categorias precisam se unir para combater as arbitrariedades e o avanço das medidas antipopulares dos governos. A retirada de direitos e a tentativa de desmobilizar os trabalhadores certamente é uma política deliberada para nos enfraquecer em um momento que exige união e isso passa certamente pela organização sindical”.

Alex Fernandes, coordenador geral do Sindicato afirmou que “atacar o Sintusp é atacar a democracia, liberdade sindical e direito a organização dos trabalhadores. Tentar expulsar uma entidade da classe trabalhadora depõe contra tudo que construímos nos últimos tempos. Ato que se assemelha aos atos das épocas da ditadura militar. Vamos unir nossas forças aos trabalhadores da USP e aos estudantes para barrar o autoritarismo da reitoria. Sintusp Fica!”

Raimundo Cordeiro, coordenador geral do Sindicato disse que “O SINTUSP tem uma grande trajetória em defesa da universidade pública e dos estudantes, do acesso à educação para os filhos da classe trabalhadora, além da defesa dos trabalhadores da USP e dos terceirizados. Neste momento é preciso cobrir de solidariedade o SINTUSP e defender a continuidade de sua sede nas dependências da cidade universitária. Fora Zago, Fica SINTUSP!”.

MANIFESTO EM DEFESA DO DIREITO DE ORGANIZAÇÃO SINDICAL CONTRA A ORDEM DE DESOCUPAÇÃO DA SEDE DO SINTUSP

A reitoria da Universidade de São Paulo emitiu, em 6 de abril de 2016, uma notificação ao Sindicato dos Trabalhadores da USP para que realizasse, em até 30 dias, a desocupação do espaço que abriga sua sede desde sua fundação, e serve à organização dos trabalhadores desde a década de 60.

A tentativa unilateral e repentina de despejo desse Sindicato fere a organização dos trabalhadores, a efetivação de seu direito de associação sindical, e a tradição democrática que a universidade deve ter e preservar. Causa grande preocupação os objetivos dessa medida e o fato de que venha desacompanhada de qualquer justificativa razoável, de tentativa de diálogo ou de reconhecimento da importância das instalações do Sintusp para a efetivação do direito de organização dos trabalhadores.

O Sintusp tem, ainda, denunciado no último período um aumento por parte da reitoria do número de processos judiciais contra seus diretores e ativistas por participação em manifestações sindicais e políticas, a restrição das liberações de funcionários e representantes para participação em atividades sindicais, a retirada de todas as faixas e materiais de difusão visual afixados mesmo em locais anteriormente acordados, e até o bloqueio das vias de acesso de sua sede em dias de manifestações.

Frente a isso, manifestamo-nos contra a ordem de desocupação da sede do Sintusp e contra quaisquer medidas que violem o pleno exercício do direito democrático de organização sindical dos trabalhadores.

Sindicato dos Metroviários de São Paulo




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